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Segundo lançamento da Editora Savana, sendo o primeiro shoujo publicado, Unordinary Life agrada com seu traço cativante e seus personagens determinados. O título, também conhecido como Kanojo Iro no Kanojo, foi originalmente publicado no Japão em 2007 pela Gentosha. O mangá também chegou a ser publicado em outros fortes mercados, como o francês (Éditions Asuka) e o taiwanês (d/visual taipei).

A autora, que escreve sob o pseudônimo de Aoi, não possui uma vasta gama de projetos, sendo os mais conhecidos Researcher, Shakkin Kanojo e o próprio Unordinary Life. Os pontos marcantes nas histórias que cria são os personagens mais maduros, explicando o porque das temáticas de seus mangás serem predominantemente seinen e josei. Outro ponto peculiar de Aoi, ela não custuma trabalhar com o mesmo artista mais de uma vez, assim a cada nova obra tendo caracteristicas visuais diferentes.

A artista, Yashiki Yukari, difere de Aoi, tendo diversos títulos publicados, alguns onde apenas colaborou com a arte e outros onde também criou a história. Possui um traço bem caracteristico, podendo ser definido como detalhado e romântico. Seus trabalhos mais conhecidos são Made in Heaven, Tsugo no Ii Kimi, Unordinary Life, entre outros. Suas obras em suma maioria são dos gêneros Shounen Ai e Yaoi, embora, também tenha criado mangás shoujo e josei, o que é o caso do título em foco desta resenha.

Composto por 18 capítulos, compilados em 3 volumes, Unordinary Life recebeu um excelente acabamento. Logo ao tê-lo em mãos nota-se a bonita sobre capa, algo ignorado por outras editoras no país, a arte é a mesma da edição japonesa, sendo apenas adaptado o nome e outros pequenos detalhes. Na orelha da sobre capa, temos informações importanticimas sobre os autores, como signo e tipo sanguíneo, fornecidas por uma fonte muito segura, a cartomante! Abaixo da linda sobre capa, temos a capa, toda rosa com o nome do mangá e ao fundo com o desenho estilizado do logo.

Em seu interior temos quatro páginas coloridas, entre elas uma ilustração, com as duas protagonistas uma ao lado da outra. Ao folhear as primeiras páginas, percebe-se que o papel onde foi impresso o mangá é branquinho e de boa qualidade, dando mais prazer a leitura.

As onomatopeias foram mantidas em japonês, com a tradução ao lado. Há também a tradução de placas importantes para a história, além de informações explicativas de várias localidades, como foi no caso de Sangenjaya (região sudeste de Tóquio). Em ambos os casos, as legendas ficam na parte inferior do quadro. Um pequeno aviso: Não se assustem com dois quadrinhos em branco na página 10, eles estão assim também no original em japonês, não tendo nada escrito.

A história gira em torno da amizade entre Mayu Koiida, uma estilista novata de 21 anos, e Yuka Shizumo, uma magricela lutadora de Vale-Tudo. A trama se inicia quando Mayu, após terminar um relacionamento, precisa encontrar uma novo lar, já que morava com seu ex-namorado e foi despejada pelo mesmo. Depois de muita procura, acaba encontrando uma casa para alugar com um preço dentro de seu orçamento, porém, ao se mudar tem uma desagradável supresa: uma mulher está dando socos em sua parede e acaba fazendo um buraco nela. Assim, Mayu descobre que a casa é dividida em duas partes, onde numa delas mora Yuka, sua estranha vizinha, que estava testando a grossura da parede com socos.

Após uma conversa nada amigável, onde Mayu cobra o conserto da parede, Yuka diz que ligará para alguem vir arruma-la. Agora, imaginem o que se passa na cabeça de Mayu nesta situação: seu namorado a deixou, sua vizinha é uma louca e ainda tem um buraco em sua parede. Realmente as coisas não estão nada boa para Mayu, isso é o tipo de coisa não se deseja nem ao seu pior inimigo!!! Ou não...

No entanto, mesmo com tudo isso acontecendo, a história flui de maneira muito dinâmica (o que é esperado de um mangá de apenas 3 volumes) e logo tudo vira passado, com Mayu e Yuka criando uma forte laço de amizade, que faz o rumo de suas vidas mudarem com o apoio uma da outra. Como toda bom mangá, a história não se resume a amizade entre as duas, temos ainda personagens importantes e fundamentais em suas vidas, como: o namodado de Yuka, que ao primeiro momento parece estar com ela apenas por interesse, os amigos de infância de Mayu, Gaku e Shion, além do misterioso Haruto Torashima, ídolo de Mayu.

Unordinary Life tem uma história consistente e atrativa, com um traço bonito e detalhado, além de contar com o bom acabamento da Editora Savana. Portanto, vale o investimento!

Sobre Capa - Clique para ampliarㅤ ㅤㅤ ㅤ
História: Aoi
Arte: Yashiki Yukari
Formato: 12,7cm x 17,4cm

Páginas: 184
Preço: R$10,90
Gênero: Romance, Vida Cotidiana.
Volumes: 3

CDZ: Hades - Anime x Mangá

Por Raphael-san | 10/26/2009 08:50:00 PM | , ,

O anime de Saint Seiya foi produzido pela Toei Animation, de 1986 a 1989, contando com 114 episódios divididos em três sagas (Santuário, Asgard e Poseidon). Mesmo assim, a série não estava completa, pois o mangá só foi terminar em 1990, fazendo com que a saga de Hades ficasse restrita ao mangá. Os fãs espalhados por todo o mundo aguardaram pacientemente a continuação da série e eis que em 2002 a Toei surgiu com a brilhante ideia de animar tais capítulos no formato OVA.

A notícia era excelente, afinal a qualidade de uma série nesse formato é fantástica, sem comparações com a versão feita para a televisão. Tinha tudo pra ser perfeito. Repetindo: TINHA. Sem dúvida, os fãs mereciam algo melhor, principalmente depois de aguardar 13 anos para ver algo...Tão simples (Refiro-me a duas fases: Inferno e Elísios).


Um começo empolgante...

A Toei demorou, mas quando os primeiros OVAs de Hades foram lançados em meados de novembro de 2002, tudo estava formidável. O character design ainda continuou nas mãos de Shingo Araki, ou seja, os personagens não sofreriam drásticas mudanças visuais (Como em Beyblade, por exemplo). A abertura japonesa cujo nome é "Chikyuugi" ficou a cargo da experiente Yumi Matsuzawa e foi interpretada pela doce voz de Larissa Tássi, aqui no Brasil.

A animação do capítulo do Santuário não faz feio perante os atuais animes, mesclando técnicas tradicionais e efeitos em CG. Fica evidente o cuidado que o estúdio teve para animar e somo presenteados com episódios excelentes, com uma boa narrativa inclusive. Ainda existem algumas diferenças com relação ao mangá, mas nada exagerado.

Além das qualidades da produção, essa primeira parte é sensacional, uma das melhores de todo o mangá. Finalmente um inimigo digno é apresentado, velhos conhecidos retornam, o maior destaque é dado aos cavaleiros de ouro, sem mencionar que ver o golpe proibido pela própria deusa Atena em anime é incrível. Foram 13 episódios de babar, no entanto tivemos que esperar mais um período para ver o temível inferno.

Do céu ao inferno

A continuação prometia, tanto no enredo como na parte técnica. Nesse ponto (Capítulo do Inferno), a saga de Hades fica mais interessante e quando você está lendo o mangá não dá vontade de parar, principalmente quando personagens como os juízes (Kyotos) Radamanthys, Minos e Aiacos aparecem. É emocionante. Felizmente, o enredo fez a sua parte e mesmo com algumas diferenças, a Toei adaptou muito bem o mangá. A nova abertura, "Pegasus Forever", lembra as antigas da série, pois tem um toque mas animado do que "Chickyuugi", sendo que a tradução para o português também foi ótima.

Para a infelicidade dos fãs, a animação não manteve o mesmo nível do capítulo do Santuário. Não estou falando dos gráficos, mas sim dos efeitos em lutas, paisagens entre outros. Tudo ficou pobre, simples demais, sem emoção. As cenas em CG sumiram e as lutas perderam o certo esmero que possuíam, sem mencionar que existem alguns momentos que a Toei fez sem o menor cuidado como erros na edição de cenas e buracos no roteiro. Isso não é culpa do Masami Kurumada, é do próprio estúdio, simplesmente vergonhoso para uma empresa que não é novata e tem muita tradição nesse segmento. O Capítulo do Inferno teve 12 episódios.

Pelo menos ainda existia um pouco de esperença no grande final da epopéia dos Cavalairos de Atena. O capítulo Elísios foi anunciado para fevereiro de 2008, com apenas 6 episódios. O orçamento não foi divulgado, mas seria o mesmo do capítulo anterior e como a quantidade de episódios dessa nova leva era menor, a animação poderia fechar com chave de ouro as últimas batalhas da franquia. Não foi bem assim. A Toei fez tudo exatamente igual ao Capítulo do Inferno e a saga de Hades terminou de um jeito simples, diferente do mangá (Muito mais emocionante).

Desvendando o fracasso do anime

Quando um anime é produzido diretamente para o mercado de vídeo, ele é considerado um OVA (Original Video Animation). O motivo de tanta euforia é que uma série lançada nesse formato tem inúmeras virtudes, dentre as quais posso destacar a alta qualidade da produção, a ausência de censura (Sim, existe censura até mesmo no Japão!) e não existe a menor possibilidade de fillers serem inseridos, pois a periodicidade não é mensal. Com tantos trunfos, fica difícil entender como tudo ficou "sem sal" a partir do capítulo do Inferno.

A Toei Animation não deu satisfações aos fãs e até hoje esse mistério permanece. Houve restrição de orçamento? Sinceramente, não consegui encontrar isso enquanto pesquisava, mas o importante é que a série não teve um final digno no anime. Seria melhor poupar a grana usada no filme "Prólogo do Céu" e fazer algo melhor nos OVAs, sem mencionar que o bendito filme ainda não foi concluído.


Por isso você deve estar se perguntando: Então é melhor acompanhar essa saga no mangá? Sim! Até porque é a história original, empolga e emociona, sem mencionar que o Kurumada caprichou nessa fase, tanto no traço como no enredo. Ou se preferir, dê uma olhada nos OVAs do Capítulo do Santuário e depois disso, vá para o mangá. A franquia saiu completa por aqui graças a Conrad. Realmente não vale a pena pagar preços exorbitantes para ver Inferno e Elísios.

Ocidente e a influência nos mangás

Por Ana Paula | 10/22/2009 06:30:00 PM | , ,

Em consequência de uma série de estudos das estéticas literárias desde o período símbolista, passando pelo modernismo e depois pelo pós-modernismo, e do que tive de pesquisar neste ultimo mês, fui influenciada por muitas idéias que resultou nisso: uma grande teoria que surgiu na minha cabeça. Afinal, por que essas influências histórico-literárias estariam relacionadas aos animes, mangás e tudo que engloba esse nosso mundo? Vou tentar abranger tudo relacionado suficientemente, mas é preciso acompanhar meu raciocínio.

Primeiro uma reflexão histórico-evolutivo-literária do período literário simbolista, em que os principais interesses dos autores eram o espiritual, o sentimento sinestésico do homem e o espiritualismo que se desprende do racionalismo ocidental e visa o misticismo Oriental. Como exemplo, escolhi um livro que esta mais pra conto, “O Mandarim” de Eça de Queirós (o mesmo de Os Maias). O interessante é o elemento fantástico em que o clima da história esta absorvido.

Na história o protagonista chamado de Teodoro tem a oportunidade de ficar muito rico ao tocar uma campainha, mas ao tocá-la um chinês que ele desconhece, e cujo qual vai herdar tal fortuna, morrerá. Havia um crescimento desse estilo de literatura naquela época, assim como a influência de Oscar Wilde, antigo poeta e intelectual. Mas já pensou essa história num mangá? Aliás, pode-se fazer uma comparação como outro mangá... qual? Death Note! O sobrenatural de O Mandarim é literalmente o sombrio, o que pode tirar dessa história questões e conclusões éticas.

Tanto Raito quanto Teodoro queriam o que todo personagem de má índole quer: o poder. Nessas histórias, os personagens justificavam seus atos com motivos morais só para aliviarem suas consciências.

Já na próxima fase, o Modernismo (escola que se iniciou no final do século XIX, e começo do século XX, mas isso varia de lugar para lugar, na frança foi no final do século XIX) Em Portugal começou em 1904, no Brasil o clímax foi a Semana de Arte Moderna, mesma época em que as histórias em quadrinhos começavam a surgir no Japão. As manifestações do Modernismo aconteciam em formas diferentes na arte, mas tinham características que os classificavam neste período: fuga da tradição literária e interesse no futurismo, em consequência do desenvolvimento tecnológico.

Era um período histórico que estava emergindo durante as crises que levaram a Primeira Grande Guerra e posteriormente a Segunda. Sabe-se que foi a crise financeira que sucedeu esses eventos e que contribuíram para a valorização de um prazer ou divertimento barato como o mangá. Assim, com influência estética modernista e do futurismo pela estória de ficção científica, nasceu década de 50 Astroboy, uma história que leva consigo tais traços. Também em meados dos anos 50, surge um novo movimento artístico: o pós-modernismo, que é considerado a fase estética que estamos passando.

Mais uma vez uma aulinha de história: o Japão, para se reestruturar do pós-guerra, copiou o modelo econômico americano. As características da arte pós-moderna estão envolvidas nesta fase também, que passou a ter valor de mercado, sendo uma característica híbrida e intertextual. A relação desses fatores com o mangá é interessante já que, assim como a economia japonesa, que seguia os moldes norte-americanos, os mangás também foram influenciados pelas HQ's e filmes da casa do Tio Sam, com linhas de ação mais dinâmicas nos desenhos. O hibridismo também esta presente no mangá do Astroboy, quando o criador Osamu Tezuka percebeu que a maquiagem característica das atrizes do teatro japonês ajudava por realçar a expressão dos olhos, e usou esse mesmo recurso para seus personagens.

Mangá é uma arte? Se pensarmos nele como um reflexo cultural, sim! Além disso, se a arte pós-moderna tem a característica mercadológica, ou seja, tudo tem um preço, os mangás e os animes são grandes investimentos para a cultura de massa por serem muito lucrativos e por isso passavam a ser mediados pelo recurso do vídeo, ganhando suas versões em animes, filmes, tokus, etc.

Com o pensamento voltado para os lucros, o direcionamento agora é inverso; os norte-americanos estão atentos aos sucessos das criações nipônicas, como por exemplo, Dragon Ball, O Chamado, Godzila, e agora Astroboy. Vemos, então, essas estórias por um novo filtro: o hollywoodiano, da mesma forma que um clássico como Romeu e Julieta ganhou sua versão em mangá, e agora a saga Twilight (Crepúsculo, no Brasil).

E novamente cito Death Note, assim como um dia o teatro influenciou o mangá, o manga desta vez influencia o teatro, a Cia Zero Zero de São Paulo fez uma adaptação teatral de "O Caderno da Morte", baseado no mangá de Tsugumi Ohba. Há por aí muitas metodologias de análises históricas, artísticas, filosóficas, psicológicas, físicas (por que não?), mas me contive na parte literária, que não deixa de estar relacionada com esses outros estudos, sendo um tema ainda muito abrangente.

É sério, se eu pudesse fazia uma monografia, porque tem pano pra manga nesse tipo de tese. O que escrevi são coisas que surgiram na minha cabeça, do que eu tenho estudado até o momento; tem muita coisa vaga que poderia ser trabalhada melhor, mas aí talvez o foco fosse outro. Por exemplo, por que não usar dos recursos do mangá e anime em uma sala de aula? Aposto que muita gente deve se dar bem em aulas de Filosofia, quando se trata da Mitologia. Por quê? Saint Seya, o mundo mitológico do Cavaleiros do Zodíaco desperta curiosidade em nós interessados... Fora um monte de exemplos que eu poderia citar, mas aí fica a critério de cada um. Então, leiam mangás sem moderação, e sem responsabilidade.

Top 5 do Crítico - As melhores sagas

Por O Crítico | 10/18/2009 03:30:00 PM | , ,

Eu deveria estar tentando ser alguém na vida agora (leiam: estudando), mas como eu não dou a mínima pra nada disso, achei um tempinho pra fazer um novo texto. Viram como eu sou bacana? Abdico das provas pra escrever pra vocês. Então, antes que eu comece a pedir abraços, vamos ao que interessa. Esse negócio de Top é interessante, então eu resolvi investir nisso um pouco mais, e hoje o assunto é um Top 5 de melhores sagas.

5 - Chimera Ants Hunter x Hunter: é um anime subestimado pela maioria, e sem motivo nenhum, diga-se de passagem. Pra começar, o criador não é ninguém menos que Yoshihiro Togashi (ou sei lá o nome, mas o que importa é que ele também é criador de Yu Yu Hakusho). Só isso já seria motivo pra conferir Hunter x Hunter. A saga Chimera Ants, infelizmente, só existe no mangá (que eu comecei a acompanhar a pouco tempo, uma vez que o anime é inconclusivo); mas é empolgante. Togashi demonstra, de novo, uma criatividade muito ampla, seja nas situações de lutas, nas perseguições, nas habilidades dos caçadores, e etc.

A saga começa quando um inseto gigante é achado numa praia, mencionando algo sobre dar luz ao rei. Esse inseto é uma Formiga Quimera (só mais um bicho esquisito na vasta fauna de Hunter x Hunter, que conta com Águias-Aranha, e mais uma série de animais malucos), cuja habilidade principal é dar cria ao seu alimento. Não entendeu? Simples: ela come um humano e um siri, e dá a luz a um ser híbrido dessas duas espécies. Além do resultado ser uma criatura MUITO forte (as Formigas obrigaram vários Hunters a chegarem no limite. Isso quando sobrevivem), a coisa fica ainda pior quando uma das Formigas come um humano. E, uma vez que as “crias” possuem as características das suas jantas, isso se aplica também ao Nen (a cosmo energia, o ki, e etc, em Hunter x Hunter).

E já que nada é tão ruim, que não possa piorar, o Rei das Chimera Ants é um ser absurdamente forte, autodidata, e com noções de orgulho que só um rei de verdade tem. E chuta a bunda de tudo quanto é caçador, dando problemas até pro Presidente Netero (acompanhem HxH pra entender) Por dar tons mais adultos a uma série subestimada, com mortes, perseguições, gente apanhando pra todo lado, questões filosóficas, pela criatividade demonstrada pelo autor, e, principalmente, por dar fim a um ÓTIMO desenho, que ainda espero ver o final em animação, e não só no mangá, Chimera Ants abre o meu Top 5.


4 - Soul Society: Eu já disse várias vezes que Bleach não tem absolutamente nada de original, e que o mais legal na série são as zanpakutous. A saga Soul Society é, tecnicamente, a que inicia Bleach (uma vez que a maior parte da trama se passa lá), e a que prende mais a atenção ("Ah, mas e a saga Arrancar?”. Bom, ela foi interrompida 2 vezes, quebrando uma seqüência.), embora as crises existenciais da Rukia na prisão sejam um pé no saco. As lutas entre os 13 capitães e seus respectivos tenentes contra Ichigo, Chad, Inoue e Ishida são muito boas, principalmente quando os shinigamis resolvem mostrar (ou não) suas zanpakutous, sendo até então, as únicas provas de criatividade de Kubo Tite.

E ainda, é nessa saga que nos são apresentadas as novas formas das zanpakutous: as Bankais. (e todo mundo já sabia que era questão de tempo até o Ichigo alcançar o Bankai, em tempo recorde. Mas ainda assim, quase todo mundo se encantou quando aconteceu). A saga Soul Society é, até agora a melhor saga de Bleach. E isso basta. Quarto lugar. Repito: a saga Arrancar foi interrompida DUAS VEZES, então, pra efeitos de crítica, fica muito complicado acompanhar.


3 - Andróides: Eu me lembro até hoje que quando foi anunciado pelos sites competentes que: "Bomba! Cartoon Network começará a transmitir a nova saga de Dragon Ball Z!", foi um alvoroço. Na minha escola, então, não se falava em outra coisa... ah, bons tempos. Depois dos cinco minutos mais longos de todos os tempos, dimensões, galáxias, eras e lugares, todos (os personagens) se surpreenderam com 3 notícias: que Goku estava vivo, mesmo após a explosão de Namek; que um viajante do futuro havia chegado pra avisar sobre a vinda dos Andróides; e que esses andróides acabariam com a Terra após a morte de Goku.

Só que, como eu disse nada é tão ruim que não possa ficar pior; o “presente” foi totalmente diferente do "futuro" de Trunks. Pra começar, Freeza havia retornado. Depois, dois Andróides diferentes começaram a atacar; e ainda havia Cell. Na verdade, não tem nada de muito novo na saga dos Andróides. Só o fato de que Goku deixou de ser o único Super Saiyan. Mas, Dragon Ball estava no auge, e a nova saga causou mais furor do que a primeira colocação deste Top 5, e isso garantiu o terceiro lugar. Mas é tudo a mesma coisa: muita porrada, garotinhos irritados ultrapassando MAIS DE OITO MIL. digo, "ultrapassando os limites do Ki", Goku morrendo, Vegeta nervoso chamando todo mundo de inseto, e blá. Mas... era Dragon Ball Z no auge.


2 - Makoto Shishio: É o Top é meu, e é preciso uma hecatombe pra impedir Rurouni Kenshin de estar nas minhas listas de melhores. Não gostou? Pega eu. O auge do auge. A melhor saga de um dos melhores desenhos do Japão. Kenshin, Hiko, Sanozuke, Saito, Kaoru, Yahiko e a nova Oniwabanshuu contra o Juppongatana. Shishio é um espadachim que sobreviveu a uma tentativa de homicídio, e agora busca vingança. E pra isso, adivinhem, quer dominar o Japão. A diferença é que ele não é um cabeça-de-bagre que só quer fazer isso por meio da porrada.

Ele usará manobras políticas, armamento bélico pesado, e estratégia. (do grego, estratégia) Kenshin, para derrotá-lo, precisará voltar à antiga forma de Retalhador, e precisará, também, aprender o último segredo do Hiten Mitsurugi-ryuu: o Amakakeru Ryuu no Hirameki (e não, não dava pra ter um nome menorzinho). Sinceramente, não é necessário falar muita coisa. É a melhor saga da Rurouni Kenshin. E só não está em primeiro, porque a primeira colocação era mais que óbvia. Mais óbvia do que Palmeiras campeão brasileiro 2009.


1 - Hades: Ah, a tão esperada saga de Hades. Depois da saga de Poseidon, que não foi lá muito conclusiva, e com os novos recursos animados, a candidata a interminável série, Saint Seiya voltou com a épica, sensacional, proparoxítona, fantástica, colossal. Mentira. Hades é um boa saga, sim. E principalmente, finalmente Athena morre novas armaduras, novos deuses que perdem pra meros humanos, um novo sentido na escala cósmica dos sentidos, o mestre do Shiryu finalmente mostra quem é, e toda aquela história.

Além de ser uma saga de Saint Seiya, a saga de Hades, finalmente, deu os tons épicos que Saint Seiya merecia. E, como não poderia deixar de ser, Saint Seiya não teve um final que pudesse nos levar à conclusão de que: “pronto, agora acabou”. E, principalmente, pelo erro cronológico (ou, como eu gosto de dizer, cronológico) que houve no (péssimo) filme Prólogo do Céu, que já mostrava Seiya após a luta contra Hades. Mas, por todos os fatos (alguns até impensados por nós - ou você achou MESMO que Athena ia morrer? Ou a possessão do Shun?) que aconteceram nessa saga, isso fora a qualidade inerente à Saint Seiya. Basta assistir.

Senhores, por hoje é só. Não esqueçam de me adicionar no MSN:

critico_anmtv@hotmail.com

E nada mais a acrescentar. Apenas: É CAMPEÃO!

Passar bem,

O Crítico

O Japão é um dos poucos países que atuam no mercado de animação adulta: histórias com apelo sexual, sangue (às vezes até de mais), temas sérios como guerras e até mesmo fatos históricos. Porem, por mais bem feito que seja o anime ou mangá, o excesso e a extrema violência, principalmente contra mulheres, degradam a qualidade da obra. A crueldade contra o sexo feminino no ramo do entretenimento japonês anda pesada e desnecessária.

Mesmo depois de tudo que as mulheres passaram na História, elas ainda sofrem preconceito na sociedade e, para piorar, nos desenhos animados também. Uma das piores cenas de violência contra a mulher aconteceu no anime Dragon Ball Z, em que a personagem Videl é brutalmente espancada, sem dó nem piedade, por outro personagem. Mas o anime é sobre luta, certo? Certo. É normal ter cenas de violência em uma anime desse gênero.

Então qual o problema? O exagero.

Nada contra cenas de luta envolvendo mulheres (até por que elas lutam bem) desde que não sejam excessivas como foi o caso. Porem a cena pode ser interpretada de duas formas: A primeira, como uma cena violenta e desnecessária. E a segunda, Videl é tratada com igualdade perante os outros guerreiros. Alias em vários animes de luta, as mulheres não são sinônimo de fragilidade, e sim de força. Exemplos não faltam: Chun-Li , Sailor Moon, Guerreiras Mágicas de Rayearth, etc..

Outros campeões de violência contra mulheres são Hentais, onde as moças (às vezes até meninas) sofrem estupros e violência sexual em jogos, animes e mangás. Não sou contra Hentais, mas sou contra a violência sexual existente neles. Entre os mais brutais existe o “Repelay”, que está entre os piores games hentai em relação aos direitos humanos. O jogo é simples: estuprar uma garota e em seguida abortar o filho!

Excitante ou perverso?

O grau de maldade aumenta com lágrimas e expressões de sofrimento no desenrolar da história. O pior é que o game está facilmente acessível em camelôs e pela internet nos torrents. A mídia lança a polêmica, a população fica curiosa (como foi o caso do jogo Repelay), e como Tudo que é proibido é mais gostoso”, o grau de procura desses games fica enorme.

Um Hentai quase foi exibido por aqui pelo canal Animax. O anime é chamado Immoral Sister, onde duas irmãs viram escravas sexuais. Por sorte a animação foi vetada e acabou não sendo exibida, mas se fosse com certeza iria dar o que falar. Porém o "TOP Horror" está presente em jogos, animes e mangás baseados no terrível estilo Eroges (literalmente, erótico e grotesco) onde mulheres são estupradas por monstros, bestas e feras nojentas.

No Brasil, já foi exibido um Eroge chamado "A Lenda do Demônio" nas madrugadas da BAND. O anime fez considerável sucesso para o canal e horário. A produção foi lançada até mesmo em VHS. A fita trazia o seguinte sub-titulo: “primeiro e autêntico desenho animado ‘erótico e grotesco’ adulto japonês, repleto de sexo bestial” (estranha essa frase né?). Também foram lançados Eroges em mangá, pela editora Conrad.

Com altos índices de IBOPE, por que as empresas iriam parar de produzir entretenimento desse gênero? Estou começando a achar que a TV é realmente o reflexo dos telespectadores... Espantada com tal violência, a ONU (Organização das Nações Unidas), recentemente, mandou um recado para as empresas japonesas que produzem esse tipo de jogo: pediu que esse estilo de jogo fosse banido. As empresas responderam que as mulheres são apenas representações.

Representações de que? Machismo, dor, fraqueza?

Cada pessoa tem que ter bom senso sobre o que assiste e pensar se é excitante e divertido ver o sofrimento dos outros. Cada um tem que rever seus conceitos e ser seletivo no tipo de conteúdo que gosta e acompanha. Espero que essa matéria tenha feito vocês leitores pensarem e refletirem sobre o excesso de violência contra mulher, seja em games, animes ou mangás, de hentai ou não. Eu fico por aqui, obrigado por todos que leram a até a próxima. =)

Nostalgia: Digimon Adventure, dez anos depois

Por Ana Paula | 10/11/2009 04:30:00 PM | ,

Olá leitores do ANMTV, sou a Ana Paula, fazendo minha estreia por aqui (representando as meninas em conjunto com a Nisa). Estou aqui para opinar e criticar animes, mangas, filmes, etc. Meu primeiro tema é Digimon Adventure. Na época dos bichinhos virtuais, que todos na escola tinham o seu, comprado no camelô por cincão, eu que não tinha, pirava assistindo oito crianças com os bichinhos dos sonhos de qualquer um.

Bem ao estilo japonês, esses bichinhos superavam sua força evoluindo. Tinham digimons de todo tipo: dinossauro, cachorro, passarinho, planta, gato, etc... Enfim... (se quiser saber mais sobre o anime, consulte o google). Há dez anos, em 2000, quando estreou Bambuluá e TV Globinho, Digimon desempenhou uma papel muito importante na minha vida de otaku, já que era o momento da minha infância... Mas voltando ao presente, desses tempos pra cá comecei a baixar e assistir imediatamente o anime, além de me recordar como foi assistir cada momento e notar a diferença do dublado para o legendado (não tenho nada contra!), pois hoje eu tenho uma nova percepção e hoje divido com vocês.

Detalhes iniciais: Taichi é o típido herói: corajoso e um pouco sem noção. O símbolo do brasão dele representava a coragem, uma característica muito presente nos líderes de grupos, por tomar a frente nas decisões;

Yamato
tinha o carisma do garoto tímido centrado em si mesmo, suas características estão mais pra anti-herói, oposto do Taichi, ele é quieto, maduro, que quer se passar por durão, um pouco irritadiço, mas seu peso de bondade é a preocupação com o irmão (isso não nos lembra outros animes?); Sora e Mimi são as representantes femininas (a Hikari fica no outro parágrafo), uma é a menina esportista e amável, a outra é a patricinha.

Sora representa a garra feminina, seu brasão o amor, representa sua solidariedade com o próximo.

Mimi é praticamente a mesma coisa, só que em uma versão em que ela aprende a se importar com os outros, é contra a violência, e fresca... Continuando: Joe é responsável e preocupado, foi um personagem que mostrou a que veio, apesar de ser bem coadjuvante, por isso não sei muito o que dizer sobre ele, mas sei que existe.

Koushiro, o nerd dos computadores, este é um personagem bem típico, note quando você assistir os filmes de turminha do barulho que passam na sessão da tarde tem sempre um assim, o bom é que ele se mostrou diferente dos filminhos americanos, Koushirou era carismático por usar sua sabedoria de uma forma lógica a ajudar os amigos, tinha uma personalidade amável.

Takeru o garotinho praticamente indefeso que se mostra super capaz ao se desvincular da pressão do irmão. De certa forma é um personagem típico também, os mais jovens cheios de esperanças, com menos angústia, mostra que apesar de ser mais novo vai além da fragilidade. Hikari, que apareceu depois, a meiga, é praticamente uma versão feminina do Takeru, esse tipo de personagem mais jovem em relação aos do grupo é super comum. É uma descrição básica pra personagens de anime, mas tinha pra cada um uma característica para as crianças que assistiam se identificar.

Essa diversidade foi um ponto positivo na estória, cada personagem com seu momento, com conflitos que se resolviam e os tornavam melhores e seus digimons evoluíam, cada um teve uma atenção especial, e também interessante, nunca isolado dos outros. Reconheçamos que essa história de bichinho virtual não era tão novidade, pois tinha o Pokémon que fez também bastante sucesso. Digimon tinha (ou tem) uma história legal, um ritmo interessante pra não deixar cansativo, a história estava bem amarrada sem deixar nenhuma interrogação de fora; prende e instiga a atenção de quem assiste.

A trilha sonora é bem legal também, com a música "Brave heart" que tem um riff legal, sem falar nos episódios que tocou Boleros de Ravel, que... até agora eu não sei por que tinha que ser essa música, qual a relação... Enfim... O que interessa afinal é que Digimon, pelo menos pra mim, não perdeu a magia. Re-assistir animes que fizeram parte da nossa infância, é praticamente um processo de autoconhecimento (sem hífen? ... nossa que filosófico!), entender como nossa preferência mudou com aqueles animes fizeram parte de um processo.

Digimon pode ter um enredo meio óbvio, ou clichê por causa de alguns personagens, mas não deixou de ser interessante. E as conclusões que se pode chegar são: 1- Vale à pena assistir animes da infância, exceto Cavaleiros do Zodíaco; 2- Re-assista os animes para uma autocomparação do espectador que você era antes, e o que é agora (Obs.: ainda não re-assisti a continuação). Não achei nada interessante no Data Squad, pra mim só valeram a pena o primeiro e o segundo! Até a próxima!

X - Ray do Minamoto: Guilherme Briggs

Por Ray Minamoto | 10/06/2009 01:00:00 AM | , , , ,

Olá pessoal, estou de volta com mais uma coluna X- Ray do Minamoto. Mas essa coluna é um pouco diferente! Eu tenho o costume de ler jornais e revistas. Para alguns, é até chato ficar lendo notícias, mas o que eu sempre digo é que realmente jornais e revistas são chatos dependendo do que você lê. Para mim, eu acho chato o noticiário esportivo, para outros é a parte mais importante do jornal.

Cabe a você escolher a parte que lhe interessa do jornal, mas o importante é que você tenha o hábito de ler jornais e revistas sempre que possível para se manter atualizado, principalmente para a vida. Nessas lidas que eu faço, encontrei essa entrevista publicada no jornal, e resolvi digita-la e trazer aqui pra vocês. Espero que gostem, enquanto eu faço outra Genki-Dama pra trazer outra matéria para vocês.

Sabe de quem é a Voz do Cosmo? É do Guilherme Briggs, que também dubla Buzz Lightyear, Babão, Tarzan, Kronk, Bruce, entre outros. Guilherme Briggs é, provavelmente, a voz mais conhecida da TV brasileira, especialmente pelos fãs de desenhos e seriados.

A coleção de vozes feitas por ele inclui o Buzz Lightyear (Toy Story), o Tarzan da Disney, o Ross (seriado Friends) e o Jebediah (Owen Wilson) da comédia Uma Noite no Museu. Mas é nos desenhos animados da tevê que ele se destaca. Entre seus personagens mais conhecidos estão o Cosmo (Padrinhos Mágicos), o Babão (Eu Sou o Máximo), Ele (As Meninas Superpoderosas), o Kronk de A Nova Onda do Imperador e o tubarão Bruce de Procurando Nemo. Na entrevista, ele conta como começou e da diversão que é fazer personagens tão conhecidos. Confiram:


Como você se interessou pela dublagem?

GBMeu pai foi umas das pessoas mais criativas e inteligentes que eu conheci. Ele sempre estimulou esse lado em mim, promovendo tardes deliciosas com direito a gravações de radio-teatro, estudo de desenhos, jogos e várias atividades muito divertidas. Nós sempre conversávamos sobre a possibilidade de me tornar dublador e desenhista, e foi exatamente o que aconteceu. Meu pai sempre me apoiou e foi meu primeiro fã meu nas cenas.

Quais as maiores lembranças de dubladores?

GB – Os dubladores que mais me impressionavam eram o do Agente 86 e do Jerry Lewis eram verdadeiros mestres. Claro, Orlando Drummond e Mario Monjardim, com Scooby Doo e Salsicha, eram outras influências maravilhosas. Gosto da maioria dos colegas dubladores, pois cada um tem uma luz própria extremamente atraente. Sou fã de dublagem desde que me entendo por gente.


Qual foi sua tragetória até se tornar dublador?

GB – Comecei a estagiar na extinta VTI, dubladora responsável pelas novas séries de Jornadas nas Estrelas (a redublagem da série clássica também) e os Simpsons. Foi uma verdadeira jornada de autodescoberta e de muitas alegrias. Depois, a convite da Delart, comecei a dirigir em 2003 e desde então continuo nessa profissão.


Qual o primeiro personagem que dublou?

GB – Os primeiros personagens fixos principais foram o Eek (o gatinho roxo bonzinho) e o Klingon Worf, de Jornada nas Estrelas: A Nova Geração. O primeiro que gravei a voz em dublagem foi um policial ao fundo, que gritava: “Mãos ao alto, meliante!”.


Quais os mais memoráveis que já fez?

GB – Os memoráveis são os que mais me diverti fazendo. Entre eles, posso destacar o Daggett, de Castores Pirados, o super-herói idiota Freakzoid e o Grinch, do Jim Carrey.


Seu estilo de dublagem é único. Esses traços tão característicos do seu trabalho são criações suas?

GB – Grande parte são criações, adaptações do texto original. Adaptar é uma das coisas que mais gosto, mpois mexe diretamente com criatividade. É um prazer imenso quando conseguimos iluminar verdadeiros becos sem saída com uma solução muitas vezes simples e original.


O espaço para a dublagem aumentou no Brasil e vai muito além dos desenhos animados, séries e filmes na tevê. Até nos cinemas os filmes ganham versão dublada. Como você vê esse cenário?

GB – Vejo com muito otimismo, pois com o avanço tecnológico, podemos sempre ter a opção de escolher agora se queremos ver determinado produto dublado ou não, com apenas um toque de uma tecla. O que me incomoda são estúdios de dublagem que, por ganância ou desesperada, estão abaixando cada vez mais os preços, criando uma concorrência totalmente desleal. É uma espécie de sucateamento da profissão que está fechando estúdios que primam pela qualidade.


Você hoje dirige as dublagens de muitos filmes e séries. Como é esse processo, de adaptar para o português, às vezes, piadas que só funcionam lá fora?

GB – Muitas vezes temos liberdade do cliente para dublar o filme e isso é excelente, pois fica um terreno extremamente fértil e agradável para idéias e soluções para a adaptação do texto. O grande problema com as adaptações duras de filmes ou desenhos é que nem o diretor ou o dublador fizeram qualquer pesquisa, não se inteiram do que está acontecendo na tela por preguiça ou falta de tempo. Vira uma fábrica de salsicha: pega, embrulha e manda. É muito complicado você ter boas idéias, ser criativo, se você também não lê, não tem cultura, não vai a museus, exposições, não respira cinema, não se interessa por arte, não lê quadrinhos, não bebe de outras influências estrangeiras, não conhece seu próprio pais e nem está interessado em conhecer.

Gostaria de agradecer a entrevista realizada pelo Jornal Expresso Popular que a publicou no dia 15 de setembro. Entrevistas como essas, divulgam mais a nossa dublagem brasileira, que está entre uma das melhores do mundo, por causa da sua criatividade e qualidade na interpretação de nossos dubladores nos personagens.

Para mais sugestões de matérias mande um email para: Coluna X-Ray do Minamoto. Escrevam para mim que na medida do possível responderei a todos com maior prazer. Lembrando que eu também estou no Twitter! Se você quiser se tornar um seguidor, é só acessar. Até o próximo X-Ray do Minamoto.

Re-Review: Shurato

Por Henricke | 10/04/2009 07:40:00 PM | , ,

Ciaaaaoossu! (Reborn Rulez!) Estou de volta com a terceira edição da coluna: Re-Review. Obrigado a todos os comentários da segunda edição que tratava-se de Death Note.


ATENÇÃO: Este artigo contém Spoilers, se não quiser saber que Shurato é a reencarnação de um antigo rei do mesmo nome; o Shurato é um Hachibushu (WTF ?); Mestre Indra transforma Vishnu em pedra; Shurato, Hyoga e Rakesh são considerados culpados pela criação da estátua de Vishnu; Ryuma e Leiga descobrem que Mestre Indra transformou Vishnu em pedra e se juntam a Shurato,Hyoga e Rakesh; no final Vishnu volta dos encantos da Medusa e todos vivem felizes para sempre. *--* Então CUIDADO.


Não vá se suicidar por saber algo que não devia agora.

Shurato é um anime/mangá de autoria de Hiroshi Kawamoto; foi publicado de 1989 á 1990 pela Shonen Gahosha e teve adaptação para anime feito pela Tatsunoko Productions; exibido na TV Tokyo de 6 de abril de 1989 a 18 de janeiro de 1990. Se quiser reclamar algo, desista! Este anime/mangá já está descansando em paz há um bom tempo. HAHA.

Shurato e Gai (Gay, Emo, enfim...) são melhores amigos de infância e opostos de aparência e personalidade; enquanto um era o médico, o outro era o paciente por exemplo. No final de um torneio de artes marciais (nada a ver com DBZ), uma misteriosa luz os transporta para o mundo celestial (Detalhe, quem já viu o filme ET vai se identificar com a cena). No mundo celestial (mundo da celeste, a rainha da cocada preta de lá), as pessoas dependem de seus Souma (o que equivale ao Ki dos Sayajins), e lá Shurato descobre que é a reencarnação de um antigo rei que tinha o mesmo nome (infeliz aquele que tenha o nome Shurato, vamos combinar hein õ_õ) e ainda é um Hachibushu (Do Celestialês: Guardião Lendário, Do Tupi-Guarani: Enchi o Bucho).

Ele e seu amiguinho Gai foram trazidos para este mundo psicodélico (reparem depois a quantidade de cores, e nenhuma combinação ou algo parecido; até parece o live-action do Speed Racer õ_õ) para lutar contra os deuses de Asra (Guerreiros malvadinhos que querem destruir o mundo, bááh! Clichê identificado).

Shurato acorda e conhece Rakesh (Do Tupi-Guarani: Raquete; Salve Tennis no OujiSama) que diz que está loucamente, perdidamente apaixonada por ele (engraçado como os japas tem uma concepção de amor bonitinha. Aqui onde eu moro isso não acontece assim não, as pessoas são mais frias. :/). Então, do nada, o encapetado e possuído Gai aparece com uma armadura (lembrando CDZ) e tenta inúmeras vezes matar o Shurato, mas fica a dúvida. Por que o Gai que era tão gentil, bondoso, pacifista (em resumo Gay) ficou tão malvadinho de uma hora para a outra?

Durante a luta ele encontra um artefato com formato de Leão que se transforma em sua armadura. Com seu grito a lá Greyskull ,ele grita para morfar (LOL Shurato também morfa como os Rangers): OM SHURA SOWAKA! (Traduzindo: Ow Tira essa Inhaca!). Aí já sabem né, ele virá o Rei Shura todo fodão, blá blá,(reparem a arma do Shurato, o batedor divino de bolos de Shura) mas... acaba sendo salvo por Leiga (Rei Karla que não sabia de nada, afinal é uma Leiga -.-'); Leiga leva Shurato e Rakesh para Vishnu (pelo nome você pensou besteira não é ?), e revela ser ele um dos 8 Guardiões Divinos do Povo de Deva (LOL Are Baba!, ignorem).

Shurato lerdinho, como de costume, demora para captar toda a informação no seu processador antigo, rodando Windows 95. Ele apenas pensa em encontrar Gai (Hmm Tendências) e voltar para seu mundo, mas aí aparece o malvadão que era um discípulo e traiu Vishnu: Mestre Indra (lembra-se de Capitão Aizen, de Bleach, Shurato - fábrica de cópias; mesmo se pensar que Bleach começou um bocado de anos depois, mas enfim...).

Com um super-mega-golpe-jutsu-magia á la Medusa, Mestre Indra transforma Vishnu em pedra; então ele bota a culpa em Shurato, Hyoga (Rei Celestial e mais uma cópia de CDZ) e Rakesh. Depois, Ryuma e Leiga descobrem que Vishnu foi petrificada pelo Mestre Indra e se junta ao Shurato, Hyoga e Rakesh e vão para um quebra-pau entre os seus amigos guardiões. No Final Vishnu volta do seu sono de pedra (HAHA, sem graça :/), os malvados são punidos e todos vivem felizes para sempre!

- Alguns fatos curiosos sobre Shurato:
  • Vishnu, Brahma (Deus da cerveja), Shiva, Indra são deuses baseados nas mitologias budista e hinduista (lembre-se da India)

  • Eles tinham deuses Indianos mas não saiam aí como bastardos idiotas gritando Are Baba! Tik! Essas merdas que falavam na novela da Globo: Caminho das Índias.

  • Em Shurato tinham que resgatar a deusa Vishnu e em CDZ, a deusa Atena. Declaradamente cópia para pegar carona na fama de CDZ na época.

  • As armaduras de Shurato eram mais pomposas, cheias de glitter, enquanto as de CDZ eram mais modestas (devido a um corte de verba que teve na época)

  • Em CDZ havia o Cosmo (enegia ilimitada) e em Shurato, o Soma (b²-4ac = não preciso dizer nada)

  • Ryuma parecia o Shiryu de Dragão, Leiga com Ikki de Fênix e que tem o jeito andrógeno e viadinho do Shun de Andromeda.

Golpes plagiados de CDZ:
  • Leiga - Asas de Fogo. / Ikki - Ave Fênix
  • Ryuma - Dragão de Fogo / Shiryu - Cólera do Dragão
  • Hyoga - Cristal de Aço / Hyoga - Pó de Diamante (Nem mudaram o nome. õ_õ)
  • Formação Mandala / Exclamação de Atena

Enfim, Shurato foi um anime/mangá que marcou a infância de muitos brasileiros, mesmo com as inúmeras cópias descaradas feitas, merece o nosso respeito e admiração.


Aqui termina o
Re-Review. Espero que tenham curtido. Até mais.