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O Japão é um dos poucos países que atuam no mercado de animação adulta: histórias com apelo sexual, sangue (às vezes até de mais), temas sérios como guerras e até mesmo fatos históricos. Porem, por mais bem feito que seja o anime ou mangá, o excesso e a extrema violência, principalmente contra mulheres, degradam a qualidade da obra. A crueldade contra o sexo feminino no ramo do entretenimento japonês anda pesada e desnecessária.

Mesmo depois de tudo que as mulheres passaram na História, elas ainda sofrem preconceito na sociedade e, para piorar, nos desenhos animados também. Uma das piores cenas de violência contra a mulher aconteceu no anime Dragon Ball Z, em que a personagem Videl é brutalmente espancada, sem dó nem piedade, por outro personagem. Mas o anime é sobre luta, certo? Certo. É normal ter cenas de violência em uma anime desse gênero.

Então qual o problema? O exagero.

Nada contra cenas de luta envolvendo mulheres (até por que elas lutam bem) desde que não sejam excessivas como foi o caso. Porem a cena pode ser interpretada de duas formas: A primeira, como uma cena violenta e desnecessária. E a segunda, Videl é tratada com igualdade perante os outros guerreiros. Alias em vários animes de luta, as mulheres não são sinônimo de fragilidade, e sim de força. Exemplos não faltam: Chun-Li , Sailor Moon, Guerreiras Mágicas de Rayearth, etc..

Outros campeões de violência contra mulheres são Hentais, onde as moças (às vezes até meninas) sofrem estupros e violência sexual em jogos, animes e mangás. Não sou contra Hentais, mas sou contra a violência sexual existente neles. Entre os mais brutais existe o “Repelay”, que está entre os piores games hentai em relação aos direitos humanos. O jogo é simples: estuprar uma garota e em seguida abortar o filho!

Excitante ou perverso?

O grau de maldade aumenta com lágrimas e expressões de sofrimento no desenrolar da história. O pior é que o game está facilmente acessível em camelôs e pela internet nos torrents. A mídia lança a polêmica, a população fica curiosa (como foi o caso do jogo Repelay), e como Tudo que é proibido é mais gostoso”, o grau de procura desses games fica enorme.

Um Hentai quase foi exibido por aqui pelo canal Animax. O anime é chamado Immoral Sister, onde duas irmãs viram escravas sexuais. Por sorte a animação foi vetada e acabou não sendo exibida, mas se fosse com certeza iria dar o que falar. Porém o "TOP Horror" está presente em jogos, animes e mangás baseados no terrível estilo Eroges (literalmente, erótico e grotesco) onde mulheres são estupradas por monstros, bestas e feras nojentas.

No Brasil, já foi exibido um Eroge chamado "A Lenda do Demônio" nas madrugadas da BAND. O anime fez considerável sucesso para o canal e horário. A produção foi lançada até mesmo em VHS. A fita trazia o seguinte sub-titulo: “primeiro e autêntico desenho animado ‘erótico e grotesco’ adulto japonês, repleto de sexo bestial” (estranha essa frase né?). Também foram lançados Eroges em mangá, pela editora Conrad.

Com altos índices de IBOPE, por que as empresas iriam parar de produzir entretenimento desse gênero? Estou começando a achar que a TV é realmente o reflexo dos telespectadores... Espantada com tal violência, a ONU (Organização das Nações Unidas), recentemente, mandou um recado para as empresas japonesas que produzem esse tipo de jogo: pediu que esse estilo de jogo fosse banido. As empresas responderam que as mulheres são apenas representações.

Representações de que? Machismo, dor, fraqueza?

Cada pessoa tem que ter bom senso sobre o que assiste e pensar se é excitante e divertido ver o sofrimento dos outros. Cada um tem que rever seus conceitos e ser seletivo no tipo de conteúdo que gosta e acompanha. Espero que essa matéria tenha feito vocês leitores pensarem e refletirem sobre o excesso de violência contra mulher, seja em games, animes ou mangás, de hentai ou não. Eu fico por aqui, obrigado por todos que leram a até a próxima. =)