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Por dentro do assunto: Fim do mundo

Por Lucas | 12/13/2009 04:30:00 PM | ,

Estava pensando na minha próxima matéria, e pensei, será que vai dar tempo de todo mundo ler? E se o mundo acabar? Tudo valeu a pena? Não sabemos quando tudo vai pelos ares, mais sabemos que o fim do mundo é um assunto e tanto. Filmes, livros, games, animes e mangás, o fim do mundo já teve tantos fins que é difícil saber qual será o próximo fim do mundo.

2012

A moda agora é 2012, seja pelo ULTRA-PRODUÇÃO cinematográfica, ou pelas centenas de livros que foram lançados. O boato surgiu por conta do calendário maia, que sempre foi exemplar no quesito “datas certas”, ou seja, o calendário era muito certeiro em suas afirmações. Mais ao que tudo indica no o calendário termina em 2012, isso significa que depois dele não a continuação, isso não significa que o mundo acaba. Os maias podem ter perdido, ou talvez nem chegaram a fazer o resto do calendário. Com a falta dos anos após 2012 todos crêem que o mundo acabara em 2012, não tem nada afirmando no calendário uma data como “o fim do mundo é hoje”.

Isso não passa de um boato, assim como o ocorrido em 2000. Um grupo de pessoas cometeu até suicídio juntos para não ver o fim do mundo, e casos parecidos. Um anime também marcou época chama X/1999, que obviamente falava sobre o apocalipse que ocorreria em 2000. Esse mangá que virou anime, é de criação do verdadeiro quarteto fantástico o nosso querido grupo CLAMP. Um anime realmente muito bom, e com um final realmente inesperado, que pode levar os telespectadores ao choro. O mangá infelizmente não teve um fim até hoje, os fãns esperam que tenha logo antes que o mundo acabe. Assim como o boato de 2000 esperamos que 2012 seja também um boato.

Alias boatos são o que mais rodeiam o fim do nosso planeta, quem nunca ouviu algo como os três mistérios de Fátima revelados a três crianças? Ou então o boato de que se não nascer nenhuma criança em um determinado praso, significa que o mundo esta chegando ao seu fim?Alguns boatos são sem fundamentos outros nem tanto, mas cabe a você decidir se acredita ou não.


O Fim de vários mundos


O mundo quase acabou tantas vezes. Quem já viu Dragon Ball, Cavaleiros do Zodíaco e até Sailor Moon, viu que nosso mundinho quase e/ou entrou em colapso varias vezes. Em vários outros animes nosso quase explodiu, mais o que merece destaque são outros mundos que quase se acabaram. Também acrescentamos nesse time os monstros esquisitos dos Powers Rangers que sempre tem um futuro nada agradável para nosso mundinho azul. Outro anime muito polemico aliás, chamado Angel Sanctuary tem uma ligação com o fim do mundo apesar do tema principal ser o relacionamento dos personagens em um conflito entre a Terra e o Céu.

Vale lembrar do "Digimundo" que entra em colapso a cada fim de temporada, temos também o reino de zefir em Guerreiras Mágicas de Rayearth. Mais de longe o mundo de Ragnarok é de longe o fim do mundo mais conhecido. Falando em fim de mundo nos animes vemos aquela cena bem clichê: o céu escurece, a terra treme, o vilão ganha força, os mocinhos se vem perdidos e trovões suam de todos os lados.

Fim do mundo ou Ragnarok?

Ragnarok é o nome dado à batalha que levara ao fim do mundo na mitologia nórdica. Trata-se de uma batalha entre deuses e essa batalha destrói a terra (de uma forma bem dolorosa). Mais depois de toda dor e morte, o nosso planeta terra tem um final feliz. Leia este trecho sobre o Ragnarok na Wikipédia:

“O céu escurece e as estrelas caem em Midgard, que é consumido pelo fogo e depois tragada pelo mar. Pouco dos antigos Aesir sobrevivem, e o Ragnarök destrói também Midgard. Das ruinas da batalha, um novo sol subirá aos céus, e uma nova terra se erguerá dos mares. Lif e Lifthrasir, os dois únicos humanos sobreviventes,que se esconderam sob as raízes de Yggdrasil, a árvore que sustentava os nove mundos, repovoarão o mundo, agora livre de seus males, num tempo de harmonia entre deuses e homens.”


Claro que é impossivel falar de Ragnarok sem falar do jogo em RPG mais famoso do mundo né?
Nesse game de fama internacional, o mundo é o mesmo apresentado na mitologia nórdica, Mais não se trata exatamente da mitologia nórdica. O anime tem realmente nos seus últimos capítulos uma batalha pelo destino da terra mais não se trata de uma luta entre deuses como na mitologia nórdica.


Apocalipse segundo a Bíblia

Muitos pensam no livro Apocalipse da bíblia e acham que o fim do mundo é do jeito que está escrito mais nada daquilo é relativo ao fim dos tempos. O apocalipse na verdade foi escrito por João enquanto estava exilado em uma ilha. Na época da escrita deste livro, os cristãos sofriam muita repressão por parte dos povos romanos, e como a tradução de apocalipse que significa REVELAÇÃO, ou seja, as escrituras de João serviam como revelação de algo que acontece e aconteceu. Os significados de bestas e feras significam o governador e guardas da época.

A mídia com todo seu poder vão fazer com que o mundo acabe mais vez afim de que possa lucrar mais com produções do gênero. Mais de uma coisa vocês podem estar certos mesmo alguns não acreditando em Deus, eu duvido muito que alguém que criou esse mundo com tanto carinho possa destruí-lo de uma hora para outra. E mesmo que este mundo um dia venha a acabar sempre temos que fazer o bem e aproveitar nossa vida, pois o maior risco que agente corre é não vive-la.

E você? Como acha que o mundo vai acabar? Nós mesmos vamos destruí-los com aquecimento global, etc...? Ou um final mais fantasioso? Comentem a vontade!
Até o próximo post... Espero que o mundo não acabe até lá.

Mangá: A verdadeira face de Bleach

Por Raphael-san | 11/30/2009 06:00:00 PM | ,

Criado por Tite Kubo, o mangá Bleach foi recusado na antologia Shounen Jump nos idos da década de 90, pois como a série fazia parte do gênero sobrenatural tinha incontáveis semelhanças com outro sucesso da época: Yu Yu Hakushô. A Jump não quis arriscar e fechou as portas para Kubo, que não teve outra alternativa a não ser aperfeiçoar o enredo, personagens e futuras sagas de sua obra.

Veio então outro mangá enquanto Bleach era moldado. Zombie Powder estreou em 1999, não fez muito sucesso no Japão, sendo cancelado depois de um ano, com apenas 4 volumes compilados. Para o autor, até que foi um bom começo, a série foi bem aceita em outros países, mas o primeiro mangá de Kubo apresentava diversas falhas, dentre elas podemos destacar a falta de originalidade (muito comum no seu atual mangá).

Eis que finalmente Bleach estreia nas páginas da Jump, em meados de 2001. Os números são impressionantes, não dá pra negar: O anime da série tem 247 episódios (continua em produção); o mangá com 41 volumes (Idem); 3 filmes de sucesso em bilheterias; dois especiais exibidos na Jump Festa e uma enorme legião de fanáticos. Até aí tudo bem, contudo Bleach poderia ser muito melhor do que é, ratificando todos esses dados. Baseado nos volumes lançados até agora pela Panini, fiz essa review para mostrar um lado de Bleach que poucos costumam falar! Leia mais abaixo sobre o enredo, personagens, defeitos, acertos e mais.

Os piores momentos

Bem, o Tite Kubo teve muito tempo para reformular a história e o resultado foi um pouco decepcionante. Tá certo que atualmente é difícil criar algo totalmente original, que um mangá influencia o outro (principalmente no gênero shounen), mas Bleach é basicamente feito de clichês, com pouquíssimos toques originais.

Começando pelos personagens. São sempre os mesmos estereótipos, onde poucos se salvam. Ichigo é o Yusuke do século 21 (quem conhece as duas séries sabe do que estou falando!), mas não possui o mesmo carisma do detetive e isso é inadmissível se tratando do protagonista; Orihime é a típica garotinha boba que fala coisas sem nexo para dar um humor extremamente forçado a trama. Ishida é o cara arrogante, que se acha melhor que todos. Fora estes, ainda tem o preguiçoso Shunsui, o comilão Omaeda, o velho poderoso Yamamoto e tantos outros.

Outro ponto negativo é o desenvolvimento dos personagens. Às vezes rápido demais, outras muito lento. Ichigo é forte, não foi muito explorado o fato dele possuir tamanha energia espiritual, mas existe um certo "protagonismo" pra fazer ele vencer algumas batalhas. Só por causa de um simples treinamento com o Urahara, ele já consigue se igualar a um capitão, sendo que nem mesmo kidous e bakudous (espécies de magias) o adolescente aprendeu a soltar.

E porquê diabos Sado tem aquele braço? E Orihime aquelas fadinhas? O autor menciona bastante os poderes destes dois, mas ainda não explicou como surgiram. Com isso existem duas opções: 1) Tite Kubo é um gênio e está guardando algo impressionante para essas explicações ou 2) Ele está tão enrolado com sua obra que se perdeu no enredo. Fora isso, ainda teve uma grande queda de qualidade na trama, mas isso eu falo mais pra frente.


Algo se salva?

Poucas coisas. O traço do autor é bonito, sem mencionar que ele foi mudando o design dos personagens aos poucos, talvez para dar impressão de que eles estão ficando mais velhos. Tite também usa muitos cenários de fundo bracos e acho isso bom, pois o quadrinho dá mais destaque a determinado personagem.

As lutas também são bacanas, sendo que na maioria das vezes utilizam força bruta nos combates com espada, mas o grande charme são as técnicas utilizadas. Os famosos Shikai e Bankai são bem variados, com habilidades únicas, resultando em batalhas impressionantes. A saga da Soul Society também merece destaque, mas novamente, vou falar disso depois.

Um detalhe interessante é o tratamento que o mangá vem recebendo aqui no Brasil. Com um bom preço, 200 páginas por volume e uma tradução acima da média. Para os perfeccionistas, o volume 19 contou com quase um capítulo colorido e de vez em quando conta com alguns posters coloridos, algo raríssimo no nosso país. Vale a pena comprar só por causa disso.


The death and the strawberry

Na trama, o mangá só vai divertir mesmo lá para o volume 7. Nada contra os seis primeiros, entretanto os Hollows não são adversários que dão muitos problemas para Ichigo e Rukia. Pelo contrário. Até mesmo o Grand Fisher, um hollow que foge a 50 anos, não demonstrou grande coisa. A apresentação do tema é lenta e isso é bom, não fica algo chato demais nas explicações. Mesmo assim, Bleach é um shounen e tava na hora de mostrar a "espinha" de um título destinado aos homens, ou seja, as famigeradas lutas.

A saga da Soul Society foi o ápice do mangá até o momento. Tite estava inspirado quando elaborou essa nova aventura. Inimigos dignos (Os famosos capitães do Gotei 13), lutas empolgantes, com muita ação e violência, afinal a série simplesmente mudou o rumo. Parecia algo simples, idiota e de repente o enredo torna-se grandioso. Alguns combates são desnecessários, mas era de se esperar, praticamente todo shounen tem isso e no fim o saldo foi positivo. Reviravoltas e mistérios também estão presentes e um final promissor transformaram essa saga em uma das melhores dos mangás.

Veio então a saga Arrancar. De início, o pique da saga SS foi mantido, dessa vez com pouco espaço para a comédia, dando a entender que o mangá vai ficar cada vez mais tenso. Revelações, lutas mais complicadas, novos personagens sendo introduzidos e tal. Um começo espetacular. Um clima meio depressivo vai surgindo, mostrando o lado mais humano dos personagens e finalmente o plano do principal vilão é revelado. Depois disso, Bleach caiu na mesmice. Os mesmos elementos da saga SS são usadas na saga do Hueco Mundo, com algumas poucas diferenças. O enredo foi jogado para debaixo do tapete. Ao menos as lbatalhas continuam num bom nível, mas isso é pouco para o potencial que o mangá demonstrou no volume 20.

Atualmente, a série está muito arrastada, com uma saga repleta de combates decepcionantes e pouca evolução no enredo. Essa, sem dúvida, é a pior parte do mangá inteiro. É difícil a série recuperar o seu fôlego depois de um período como esse, lembrando que até mesmo Naruto, segundo mangá mais vendido do Japão, sofreu com isso durante a mudança para a nova fase e só agora depois de muitos meses, voltou a ser o que era.

End of Hypnosis !!

Meu maior erro foi acompanhar Bleach esperando grande coisa do mesmo. Todos falavam "É incrível, um dos melhores que já vi". Pois não é bem assim, meus caros leitores. O mangá é bonzinho, diverte, esse é o seu papel. Mas deixa muito a desejar em muitos momentos, retirando todo o prazer da leitura. Na saga da Soul Society, esse sucesso poderia ser justificado, no entanto o autor fez o favor de transformar tudo em algo fraco, sem empolgação.

Eternamente Yu Yu Hakushô

Por Raphael-san | 11/19/2009 06:00:00 PM | , ,

O primeiro grande sucesso do autor Yoshihiro Togashi teve sua versão animada transmitida pela primeira vez aqui no Brasil em março de 1997 na extinta TV Manchete, tendo uma exibição digna, sem cortes e em um horário acessível. YuYu Hakusho não atingiu o sucesso comercial esperado pela emissora (Mesmo contando com diversos elementos de uma verdadeira febre) e para piorar a situação, a série não foi exibida para todo o país, pois na época a emissora carioca estava passando por uma crise e perdeu diversas retransmissoras.

Ainda assim, as batalhas sobrenaturais de Yusuke ganharam uma base fiel de fãs, tornando-se um clássico da animação japonesa. YuYu aos poucos foi sendo esquecido, principalmente com o surgimento dos grandes "hits" da atualidade.
Esse foi o maior erro de determinados otakus. Muita gente gosta dos animes atuais, como Naruto (Tá bom, muita gente odeia também), Death Note ou xxxHolic, e não posso discordar que alguns são bons. Infelizmente, os verdadeiros clássicos são deixados de lado. Particularmente, um clássico dos animes e mangás deve possuir todos os requisitos para ser um "exemplo" de série e DEFINITIVAMENTE, dos novos animes, poucos chegam a mostrar a que veio. YuYu preenche tudo o que é necessário, mesmo com pequenos defeitos, e para saber os motivos, leia o texto abaixo!

Dados técnicos

O ano era 1990. Dragon Ball e Slam Dunk faziam um estrondoso sucesso na Shounen Jump, batendo recordes e mais recordes de vendas. No entanto uma verdadeira novidade estava prestes a estrear na terra do sol nascente: YuYu Hakusho, escrito pelo até então desconhecido Yoshihiro Togashi. O autor, anos mais tarde, conseguiu uma proeza ao lançar seu atual sucesso da Jump: Hunter x Hunter. São poucos os que conseguem emplacar duas séries numa mesma revista. Dizem que Togashi é preguiçoso, principalmente por causa do hiato de seu mangá mais novo, no entanto não sabemos se ele tem problemas de saúde, o que poderia justificar a paciência da Jump com ele, pois se fosse outro, com certeza já teria sido transferido para uma revista de diferente periodicidade, como aconteceu com Katsura Hoshino, autora de D.Gray-Man (Publicado no Brasil pela Panini).

O traço de YuYu é bem feio no começo do mangá, porém vai melhorando aos poucos e atinge a sua melhor fase na saga do Torneio das Trevas, com quadros bem trabalhados e cheios de detalhes. As lutas também são bem criativas, com golpes únicos e momentos épicos. Depois, durante a saga do Capítulo Negro, o enredo manteve o mesmo nível da saga anterior, só que os desenhos pareciam meros rascunhos, sem o esmero do começo do mangá e com a ausência de cenários, inclusive. Essa mudança ocorreu porque a editora obrigou que Togashi continuasse com o mangá, e como ele não gosta de trabalhar com pressão, os fãs é que saíram perdendo. Ao todo, a série teve 19 volumes encadernados no Japão e 38 aqui, uma vez que a JBC optou por lançar no formato meio tankohon.

Já o anime foi produzido pelo tradicional Estúdio Pierrot, famoso por animar Fushigi Yuugi, Blue Dragon entre outros. Dirigido por Noriyuki Abe, a versão animada estreou em 1992 na TV Fuji, disputando o primeiro lugar da audiência com animes como Dragon Ball Z e Doraemon. O desenho conta com uma animação estável e caprichada, o que é algo excelente, afinal o anime teve 112 episódios e nem sempre é possível manter um bom nível durante todo esse tempo. Na trilha sonora, o estúdio também fez um trabalho competente, tirando algumas BGMs que foram usadas de forma equivocada, fazendo com que um pouco de emoção de algumas cenas ficassem sem o clímax esperado.

Ainda tivemos uma dublagem acima da média, feita pela Áudio News, com um show de tradução e adaptação. Frases da época foram introduzidas nos diálogos e é simplesmente impagável ver Yusuke dizendo: "Muita calma nessa hora" e coisas do tipo. Aconteceu uma redublagem quando ia ser exibido pelo Cartoon Network, entretanto a nova dublagem superou a anterior, sendo que o único ponto negativo foi a música original na abertura e nos encerramentos (Elas não são ruins, mas devemos concordar que a versão dublada delas é nostálgica).


"Não conheci o outro mundo por querer!"

Sem dúvida, o grande mérito dessa franquia está na combinação perfeita dos personagens marcantes com uma história inteligente e envolvente, sem mencionar os toques de originalidade, coisa rara nos shounens atuais. Os personagens são simpáticos, com personalidades bem construídas e uma passado interessante. Nem mesmo os antagonistas são comuns, sendo que estes possuem algo peculiar, seja na sua personalidade ou poder. Quanto a história, para começar, acrescente um protagonista diferente do habitual (Um verdadeiro anti-heroi) que decidi salvar a vida de um garotinho. Com isso, Yusuke Urameshi acaba falecendo e o que parecia ser o fim, é na verdade o começo. Para época, foi algo inovador e com isso o mangá foi mostrando um grande potencial, mas o início é mediano.

Yusuke se torna um detetive espiritual e suas missões são divertidas, apresentam os personagens com calma, mas depois que o grupo está formado definitivamente (Junto com Kuwabara, Hiei e Kurama), tudo fica mais interessante. O Torneio das Trevas. Para muitos, um clichê ridículo, usufruído por 9 dentre 10 shounens. Tinha tudo pra ser chato, entretanto Togashi bolou um plot legal pra bendita competição. O vencedor do torneio tem o direito de desejar o seu prêmio e isso já é motivo suficiente para atrair rivais poderosos. O time Toguro é o principal inimigo e para não estragar futuras surpresas, só posso dizer que são os antagonistas mais carismáticos da série. Cada um tem uma personalidade distinta e um passado peculiar. Quanto as batalhas, estas são difíceis, com personagens evoluindo durante a competição e as coisas ficando mais densas a cada vitória. Enfim, surpreendente do início ao fim.

Para aqueles que preferem algo mais elaborado, a saga seguinte, Capítulo Negro, é mais do que obrigação. Lembra bastante Hunter x Hunter, pois aqui as batalhas não são frenéticas e algo mais inteligente é necessário para derrotar os novos adversários. O princpal vilão é Sensui, que é dotado de um senso de justiça admirável e um ódio terrível. Revelações importantes para o andamento do anime são feitas no fim dessa saga, deixando tudo em um ritmo alucinante. Eis que mais um clichê é utilizado: Novamente, um torneio.

Repetição. Essa palavra poderia definir a última saga de YuYu Hakusho, mas algo ainda mais espetacular do que o Torneio das Trevas poderia surgir. Novos personagens continuam sendo inseridos na trama, uma história interessante vai tomando forma e quando tudo prometia acabar de forma digna, Togashi resolve apressar as coisas e a saga do Torneio do Makai torna-se confusa. Poucas lutas emocionantes e um desfecho com sensação de "Poderia ter sido melhor..." torna essa saga a mais fraca de YuYu. Felizmente, o último episódio do anime nos dá uma vontade de assistir mais. Realmente, foi um término excelente, diferente de outros (decepcionantes) que a gente vê por aí.


Pequena recomendação:

Esqueça um pouco as novas animações e assista YuYu Hakusho sem medo! Ele te prende e o melhor: Não menospreza a sua inteligência, sendo que ainda tem inúmeras outras virtudes citadas acima. Séries assim fogem da mesmice, tornando o seu acompanhamento prazeroso. Ainda me arrisco a dizer que essa série é uma das melhores da década de 90, superando, inclusive, seus companheiros de Jump, ficando atrás apenas de Neon Genesis Evangelion.

Conexão ANMTV - Segunda morte do canal 115

Por ANMTV | 11/16/2009 02:30:00 PM | , , ,

Atenção: As opiniões publicadas na íntegra a seguir são de responsabilidade do seu autor, e não refletem obrigatoriamente a opinião do ANMTV.

(sic) Lembrar o passado... Péssima coisa a se fazer quando de vive no presente. Lembrar o passado só causa angustia, não porque o passado foi ruim , muito pelo contrário, muito mesmo. Eu lembro a vários anos atrás de um controle remoto que tinha os botões 1 e 5 afundados. Lembro de um canal que nos levou a sério e viveu co m honra até a sua morte. Animação para adultos, antigamente ninguém levava a sério, mas hoje as coisas mudaram, animação está reunindo milhares diria até milhões de fãs. Mas porque então esses dois cruéis assassinatos a dois canais tão bons?

Sinceramente, antes de tudo, sempre fui e sempre vou ser fã da Locomotion e contra sua venda de sinal em 2005, em que o canal 115 se tornou Animax. Confesso que fiquei triste, mas era inevitável já que o canal vinha capengando sem verba. Porém também confesso que o Animax foi um canal ótimo. É extremamente difícil alguém que sofreu com o fim do 115 dizer isso até porque esse fato foi como um tiroteio, tudo muito rápido e tudo ao mesmo tempo. Locomotion para Animax, Directv para Sky... Não sou muito bom de memória, mas 2005 é um ano que vou lembrar para sempre.

Apesar de querer ficar escrevendo sobre isso e causar uma overdose de nostalgia em mim, não vou. É do canal 83 que quero falar, do Animax. Quando o Animax substituiu a Loco ela feriu muita gente, muitas delas não quiseram assistir o canal, muitas até hoje. Mas eu fui diferente, até porque eu também gostava de animes lembro que apesar da saudade dava pra se divertir muito até porque tínhamos uma série de animes que vieram de um canal para o outro. Saber J, Soul Hunter, Lain entre outros, aliviaram um pouco a saudade... Além de estréias muito boas como Hellsing e Wolf's Rain. Ao ver de muitos a estréia do Animax foi estupenda pois rapidamente ela já tinha adquirido uma legião de fãs. E assim foi o canal, com o tempo os velhos fãs da Loco foram esquecidos mas o canal ainda ia bem com estréias boas como Gantz, Tsukihime, Excel Saga, Basilisk... Errava uma vez ou outra com alguns horários ruins e estréias meia boca, mas natural para qualquer canal de televisão. E assim fomos até 2008.

Considero 2008 como o ano que o Animax começou a tropeçar. Foram cerca de 8 meses para uma única estréia. Antes eles lançaram o bloco Lollipop, idéia até boa, mas o que fizeram foi uma verdadeira putaria com os telespectadores. "Sorte" minha que parte dessa época (2007.2) eu estava morando em outra cidade sem Sky, porém sempre acompanhava pela internet os lançamentos. Foi muito tempo sem nada novo, e o Animax o que fez? Estreou Evangelion e Bleach. Desculpei-los na hora, ver Evangelion novamente e remasterizado, eu quase gozei quando vi na TV "Cruel Angel's Thesis" tocando novamente. Admito que tive uma certa rejeição pela nova dublagem (porque queria mais nostalgia) mas nada que não me fizesse assistir, estava muito boa também. Peço desculpas por não falar de Bleach, nunca fui fã. E para terminar as estréias, Hell Girl (que amei) e lógico adorável Crayon Shin Shan. Mesmo depois daquele precipício sem estréias todos achavam que o Animax iria alavancar, mas algumas coisas estavam nos dando alerta. Reciclo, pelo que parece a coleta seletiva do Animax não foi uma boa idéia. Mesmo as grandes estréias mascarando o bloco ele estava lá. Reciclo começou a transformar o Animax num lixo.

Animax foi para a NET, muito bom todos pensaram, mas o que aconteceu logo após? Informeciais... Não estou culpando a NET mas pelo que parece quando o Animax aumentou sua abrangência e audiência eles quiseram ganhar com comerciais. Por quê? Talvez para pagar as estréias de peso que eles tinham comprado. Pelo menos após um tempo eles nos deram Samurai X completo sem cortes diariamente. Porém logo depois disso começou uma das piores doenças do Animax, os Live-Actions. Começando por Lost. Basicamente o Animax tornou seus telespectadores em catadores de lixo, onde tínhamos de separar as coisas boas das ruins, era uma estréia boa e uma ruim, sempre.

Assim chegou 2009 e para variar veja: Death Note - The Middleman e Blood Ties

Não vou mentir para vocês, eu gostei de The Middleman, mas sei que o canal não era lugar para tal programa. Blood Ties? Mas que porcaria é aquela nunca vi tamanho desperdício de tempo e dinheiro. Também gostei de Spaceballs, que é um cartoon à la Locomotionzinho (Zinho porque pelo que parece Spaceballs é um cartoon adulto infantil, se é que me entende). O Animax fez algo como alguém que ao ver um headbanger começa a tocar pop rock para tentar agradar.

Pra não aumentar muito eis o desfecho o Animax faz algumas estréias boas como Black Cat, Fate/Stay Night e o movie de Cowboy Bebop (ah!... nostalgia), porém destroi totalmente o canal com 2 horas de Informerdiais, mais Relixo, séries e programas em espanhol que ninguém assiste. Quem é Alejandro Franco?? Alguém me diz? Pelo que parece o Animax está bombardeando a tela com vários tipos de programas para tentar agradar alguém, se algo der audiência eles mudam o foco do canal.

Bom, o canal 115 morreu e deixou esse número a muito tempo, porém ainda tinha resquícios por lá que me faziam assistir esse sinal. A Locomotion morreu e o Animax também. A única coisa que espero é seu enterro, pois ainda tenho esperanças que alguma coisa com alma de 115 volte no seu lugar. Por enquanto vou assistindo Lil' Bush que me lembra vagamente South Park e The Boondocks que lembra-me Let's Dance With Papa. Muitos podem criticar o que a Locomotion foi, mas uma coisa é certa lá se transmitiu séries, animes e animações experimentais que adorávamos até o fim. Espero estar enganado, mas acho que o Animax vai ter uma morte pior que a Locomotion, terá uma morte lenta e sofrida.

Por brunomocsa.

Peço desculpas por qualquer erro de pontuação ou português. Palavra de fã da Locomotion e adorador do Animax.

E você concorda com o Bruno? Acha que ele tem toda razão? Se você quiser fazer como ele e ter sua opinião publicada aqui no ANMTV, mande um email para: contatoanmtv@gmail.com Até o próximo Conexão ANMTV.

Poderia ser mais uma história que passa despercebida, mais uma aventura bonitinha ou mesmo um filme da Sessão da Tarde falando da grande amizade entre um menino e seu cachorro. Na verdade, é sim! Mas infelizmente o cachorro ficou doente e não pôde comparecer às gravações, e naquela correria de última hora que só acontece nos bastidores de televisão, o substituto acabou sendo um rato... que dá choque!

Esta pode ser uma das versões de como surgiu o conceito deste grandioso anime, e é divertido imaginar de onde veio o universo Pokémon, afinal de contas, se um grande truque é totalmente explicado acaba por perder o seu encanto. O que sabemos é que, em meados de 1995, o mundo foi invadido por estas incríveis criaturas cheias de poderes e dilemas, conquistando uma enorme legião de fãs que há algum tempo não se via.

Pokémon conta a história de Ash, um garoto de 10 anos que saiu da pequena cidade de Pallet acompanhado por seu rato de poderes elétricos com uma ambição: tornar-se o maior mestre Pokémon que já existiu. Para isso ele tem que seguir outra regrinha básica: colecionar o máximo de monstrinhos possíveis, e com seus poderes, ele e seu fiel escudeiro Pikachu, devem dominar o mundo.

Qualquer semelhança com Pink e Cérebro não é mera coincidência, afinal assim como seus frustrados colegas ocidentais, Ash e sua turma rodaram, rodaram e ainda não chegaram a lugar algum. Logo de início, a franquia não perdeu tempo, pregou o conceito “Gotta Catch 'Em All” (vamos pegar todos) e entupiu as prateleiras de lojas e supermercados com seus 151 bichinhos vendáveis, a maioria deles fofinhos e com cara de “leva-me pra casa”, convencendo milhões de crianças ao redor do mundo.

WARNING! Talvez de agora em diante você se depare com algumas revelações sobre o enredo (spoillers), mas se o que eu vou comentar aqui não é do seu conhecimento, é porque você não gosta de animes ou porque sua nave acabou de aterrissar em nosso planeta (saudações do povo da Terra J).

Ash iniciou sua jornada e logo aderiu alguns companheiros de viagem, como a Misty, treinadora específica de Pokémon de água, e Brock, criador de Pokémon de pedra e conquistador barato nas horas vagas. Como primeiro passo da sua ambição, Ash deve enfrentar pelo menos oito líderes de ginásio conhecidos por suas habilidades em uma determinada espécie de Pokémon, que hoje somam 17 ao todo (água, dragão, elétrico, fantasma, fogo, gelo, inseto, lutador, normal, pedra, planta, psíquico, terrestre, venenoso, voador e, os introduzidos posteriormente, metálico e noturno).

Com isso, o nosso desafiante poderá enfim concorrer na Liga Pokémon, uma espécie de Copa do Mundo no universo dos bichinhos. Ash começa muito bem, cai uma ou duas vezes, mas logo se ergue novamente para abater seus oponentes. Só que, ao chegar na “Copa dos bichinhos esquisitos” Ash não dá caldo nem pras quartas de final. E como diria um antigo trava-línguas “eu ligo pra Liga mas a Liga não me liga. E se ela não me liga, por que ligo pra Liga?”.

Nosso herói então faz cara de quem nem queria ganhar e parte pra novas ligas recém “descobertas”. Ganha umas, perde outras, empata e vai pros pênaltis, etc. E aí começa o shake Pokémon, entra Liga e sai Liga (Kanto, Laranja, Jotho, Hoenn...), entra amigo e sai amigo (Brock, Misty, Tracy, Dawn, May, Max...), só o Ash e o Pikachu continuam os mesmos (mas os cabelos... quanta diferença!).

Confesso que já fui um desses seguidores e que decorei e desenhei os nomes e traços dos 250 primeiros (é, a inflação atacou também o mundo Pokémon, fazendo surgir mais 99 animais). Colecionei seus cards e detonei os jogos para Game Boy e Nintendo 64. Mas depois de um tempo, uma coisa começou a me incomodar...

Eu tinha Pokémon no meu Game Boy, em adesivos no caderno, em miniaturas e chaveiros, em pôsteres nas paredes do meu quarto, no chinelo, na mochila, no prato, no talher, na sobremesa, creio eu que em algum momento tenha visto Pokémon até no meu papel higiênico. Eu via e capturava Pokémon em todos os lugares, mas o Ash não.

Já faz alguns anos que deixei de acompanhar o anime com assiduidade. E nos poucos episódios que encontrei soltos pelo Cartoon Network, vi que os 250 espécimes da minha época já devem estar por volta dos 2.500, mas mesmo assim, o Ash pegou no máximo 30, dos quais 15 fugiram, 3 ele deu, 6 estão sendo dissecados pelo professor Carvalho, e os outros 6 andam com ele. E não foi só a caçada do Ash que ficou estagnada. Os vilões da famosa e infame Equipe Rocket sempre chegam e saem do mesmo jeito, ridicularizados, sem apresentar nenhuma ameaça real para os que deveriam ser heróis.

Tem também o detalhe do crescimento. Ao longo dos animes os personagens evoluem, o Naruto cresceu, o garotinho de rabo chamado Goku virou avô, o Yusuke Urameshi mudou o corte de cabelo, até a Mônica quando virou mangá cresceu. Mas o Ash nããããããããão! Em quase 15 anos de anime o máximo que aconteceu foi uma troca de roupa, isso só porque os colegas desenhados já não suportavam mais o cheiro da antiga.

Não é a toa que a franquia foi morrendo aos poucos, que os meus colegas fanáticos por Pokémon foram sentindo vergonha em dizer que gostavam e matando dentro de si os caçadores e colecionadores que existiam. Minha vontade é de reescrever toda a história (como já comecei em um fanfic há muito tempo atrás) e mostrar onde foi que eles erraram. Mas isto seria muita pretensão minha, um mero telespectador.

O fato é que, talvez os criadores do desenho sejam adeptos do ditado “em time que está ganhando não se mexe”, mas Pokémon deixou de ganhar e foi pro banco há muito tempo. Quando alguém mais vai perceber? A franquia e a ideia continuam sendo das melhores, então já está mais que na hora de reavivar.