Eternamente Yu Yu Hakushô

Por Raphael-san | 11/19/2009 06:00:00 PM | , | 17 comentários »

O primeiro grande sucesso do autor Yoshihiro Togashi teve sua versão animada transmitida pela primeira vez aqui no Brasil em março de 1997 na extinta TV Manchete, tendo uma exibição digna, sem cortes e em um horário acessível. YuYu Hakusho não atingiu o sucesso comercial esperado pela emissora (Mesmo contando com diversos elementos de uma verdadeira febre) e para piorar a situação, a série não foi exibida para todo o país, pois na época a emissora carioca estava passando por uma crise e perdeu diversas retransmissoras.

Ainda assim, as batalhas sobrenaturais de Yusuke ganharam uma base fiel de fãs, tornando-se um clássico da animação japonesa. YuYu aos poucos foi sendo esquecido, principalmente com o surgimento dos grandes "hits" da atualidade.
Esse foi o maior erro de determinados otakus. Muita gente gosta dos animes atuais, como Naruto (Tá bom, muita gente odeia também), Death Note ou xxxHolic, e não posso discordar que alguns são bons. Infelizmente, os verdadeiros clássicos são deixados de lado. Particularmente, um clássico dos animes e mangás deve possuir todos os requisitos para ser um "exemplo" de série e DEFINITIVAMENTE, dos novos animes, poucos chegam a mostrar a que veio. YuYu preenche tudo o que é necessário, mesmo com pequenos defeitos, e para saber os motivos, leia o texto abaixo!

Dados técnicos

O ano era 1990. Dragon Ball e Slam Dunk faziam um estrondoso sucesso na Shounen Jump, batendo recordes e mais recordes de vendas. No entanto uma verdadeira novidade estava prestes a estrear na terra do sol nascente: YuYu Hakusho, escrito pelo até então desconhecido Yoshihiro Togashi. O autor, anos mais tarde, conseguiu uma proeza ao lançar seu atual sucesso da Jump: Hunter x Hunter. São poucos os que conseguem emplacar duas séries numa mesma revista. Dizem que Togashi é preguiçoso, principalmente por causa do hiato de seu mangá mais novo, no entanto não sabemos se ele tem problemas de saúde, o que poderia justificar a paciência da Jump com ele, pois se fosse outro, com certeza já teria sido transferido para uma revista de diferente periodicidade, como aconteceu com Katsura Hoshino, autora de D.Gray-Man (Publicado no Brasil pela Panini).

O traço de YuYu é bem feio no começo do mangá, porém vai melhorando aos poucos e atinge a sua melhor fase na saga do Torneio das Trevas, com quadros bem trabalhados e cheios de detalhes. As lutas também são bem criativas, com golpes únicos e momentos épicos. Depois, durante a saga do Capítulo Negro, o enredo manteve o mesmo nível da saga anterior, só que os desenhos pareciam meros rascunhos, sem o esmero do começo do mangá e com a ausência de cenários, inclusive. Essa mudança ocorreu porque a editora obrigou que Togashi continuasse com o mangá, e como ele não gosta de trabalhar com pressão, os fãs é que saíram perdendo. Ao todo, a série teve 19 volumes encadernados no Japão e 38 aqui, uma vez que a JBC optou por lançar no formato meio tankohon.

Já o anime foi produzido pelo tradicional Estúdio Pierrot, famoso por animar Fushigi Yuugi, Blue Dragon entre outros. Dirigido por Noriyuki Abe, a versão animada estreou em 1992 na TV Fuji, disputando o primeiro lugar da audiência com animes como Dragon Ball Z e Doraemon. O desenho conta com uma animação estável e caprichada, o que é algo excelente, afinal o anime teve 112 episódios e nem sempre é possível manter um bom nível durante todo esse tempo. Na trilha sonora, o estúdio também fez um trabalho competente, tirando algumas BGMs que foram usadas de forma equivocada, fazendo com que um pouco de emoção de algumas cenas ficassem sem o clímax esperado.

Ainda tivemos uma dublagem acima da média, feita pela Áudio News, com um show de tradução e adaptação. Frases da época foram introduzidas nos diálogos e é simplesmente impagável ver Yusuke dizendo: "Muita calma nessa hora" e coisas do tipo. Aconteceu uma redublagem quando ia ser exibido pelo Cartoon Network, entretanto a nova dublagem superou a anterior, sendo que o único ponto negativo foi a música original na abertura e nos encerramentos (Elas não são ruins, mas devemos concordar que a versão dublada delas é nostálgica).


"Não conheci o outro mundo por querer!"

Sem dúvida, o grande mérito dessa franquia está na combinação perfeita dos personagens marcantes com uma história inteligente e envolvente, sem mencionar os toques de originalidade, coisa rara nos shounens atuais. Os personagens são simpáticos, com personalidades bem construídas e uma passado interessante. Nem mesmo os antagonistas são comuns, sendo que estes possuem algo peculiar, seja na sua personalidade ou poder. Quanto a história, para começar, acrescente um protagonista diferente do habitual (Um verdadeiro anti-heroi) que decidi salvar a vida de um garotinho. Com isso, Yusuke Urameshi acaba falecendo e o que parecia ser o fim, é na verdade o começo. Para época, foi algo inovador e com isso o mangá foi mostrando um grande potencial, mas o início é mediano.

Yusuke se torna um detetive espiritual e suas missões são divertidas, apresentam os personagens com calma, mas depois que o grupo está formado definitivamente (Junto com Kuwabara, Hiei e Kurama), tudo fica mais interessante. O Torneio das Trevas. Para muitos, um clichê ridículo, usufruído por 9 dentre 10 shounens. Tinha tudo pra ser chato, entretanto Togashi bolou um plot legal pra bendita competição. O vencedor do torneio tem o direito de desejar o seu prêmio e isso já é motivo suficiente para atrair rivais poderosos. O time Toguro é o principal inimigo e para não estragar futuras surpresas, só posso dizer que são os antagonistas mais carismáticos da série. Cada um tem uma personalidade distinta e um passado peculiar. Quanto as batalhas, estas são difíceis, com personagens evoluindo durante a competição e as coisas ficando mais densas a cada vitória. Enfim, surpreendente do início ao fim.

Para aqueles que preferem algo mais elaborado, a saga seguinte, Capítulo Negro, é mais do que obrigação. Lembra bastante Hunter x Hunter, pois aqui as batalhas não são frenéticas e algo mais inteligente é necessário para derrotar os novos adversários. O princpal vilão é Sensui, que é dotado de um senso de justiça admirável e um ódio terrível. Revelações importantes para o andamento do anime são feitas no fim dessa saga, deixando tudo em um ritmo alucinante. Eis que mais um clichê é utilizado: Novamente, um torneio.

Repetição. Essa palavra poderia definir a última saga de YuYu Hakusho, mas algo ainda mais espetacular do que o Torneio das Trevas poderia surgir. Novos personagens continuam sendo inseridos na trama, uma história interessante vai tomando forma e quando tudo prometia acabar de forma digna, Togashi resolve apressar as coisas e a saga do Torneio do Makai torna-se confusa. Poucas lutas emocionantes e um desfecho com sensação de "Poderia ter sido melhor..." torna essa saga a mais fraca de YuYu. Felizmente, o último episódio do anime nos dá uma vontade de assistir mais. Realmente, foi um término excelente, diferente de outros (decepcionantes) que a gente vê por aí.


Pequena recomendação:

Esqueça um pouco as novas animações e assista YuYu Hakusho sem medo! Ele te prende e o melhor: Não menospreza a sua inteligência, sendo que ainda tem inúmeras outras virtudes citadas acima. Séries assim fogem da mesmice, tornando o seu acompanhamento prazeroso. Ainda me arrisco a dizer que essa série é uma das melhores da década de 90, superando, inclusive, seus companheiros de Jump, ficando atrás apenas de Neon Genesis Evangelion.

Atenção: As opiniões publicadas na íntegra a seguir são de responsabilidade do seu autor, e não refletem obrigatoriamente a opinião do ANMTV.

(sic) Lembrar o passado... Péssima coisa a se fazer quando de vive no presente. Lembrar o passado só causa angustia, não porque o passado foi ruim , muito pelo contrário, muito mesmo. Eu lembro a vários anos atrás de um controle remoto que tinha os botões 1 e 5 afundados. Lembro de um canal que nos levou a sério e viveu co m honra até a sua morte. Animação para adultos, antigamente ninguém levava a sério, mas hoje as coisas mudaram, animação está reunindo milhares diria até milhões de fãs. Mas porque então esses dois cruéis assassinatos a dois canais tão bons?

Sinceramente, antes de tudo, sempre fui e sempre vou ser fã da Locomotion e contra sua venda de sinal em 2005, em que o canal 115 se tornou Animax. Confesso que fiquei triste, mas era inevitável já que o canal vinha capengando sem verba. Porém também confesso que o Animax foi um canal ótimo. É extremamente difícil alguém que sofreu com o fim do 115 dizer isso até porque esse fato foi como um tiroteio, tudo muito rápido e tudo ao mesmo tempo. Locomotion para Animax, Directv para Sky... Não sou muito bom de memória, mas 2005 é um ano que vou lembrar para sempre.

Apesar de querer ficar escrevendo sobre isso e causar uma overdose de nostalgia em mim, não vou. É do canal 83 que quero falar, do Animax. Quando o Animax substituiu a Loco ela feriu muita gente, muitas delas não quiseram assistir o canal, muitas até hoje. Mas eu fui diferente, até porque eu também gostava de animes lembro que apesar da saudade dava pra se divertir muito até porque tínhamos uma série de animes que vieram de um canal para o outro. Saber J, Soul Hunter, Lain entre outros, aliviaram um pouco a saudade... Além de estréias muito boas como Hellsing e Wolf's Rain. Ao ver de muitos a estréia do Animax foi estupenda pois rapidamente ela já tinha adquirido uma legião de fãs. E assim foi o canal, com o tempo os velhos fãs da Loco foram esquecidos mas o canal ainda ia bem com estréias boas como Gantz, Tsukihime, Excel Saga, Basilisk... Errava uma vez ou outra com alguns horários ruins e estréias meia boca, mas natural para qualquer canal de televisão. E assim fomos até 2008.

Considero 2008 como o ano que o Animax começou a tropeçar. Foram cerca de 8 meses para uma única estréia. Antes eles lançaram o bloco Lollipop, idéia até boa, mas o que fizeram foi uma verdadeira putaria com os telespectadores. "Sorte" minha que parte dessa época (2007.2) eu estava morando em outra cidade sem Sky, porém sempre acompanhava pela internet os lançamentos. Foi muito tempo sem nada novo, e o Animax o que fez? Estreou Evangelion e Bleach. Desculpei-los na hora, ver Evangelion novamente e remasterizado, eu quase gozei quando vi na TV "Cruel Angel's Thesis" tocando novamente. Admito que tive uma certa rejeição pela nova dublagem (porque queria mais nostalgia) mas nada que não me fizesse assistir, estava muito boa também. Peço desculpas por não falar de Bleach, nunca fui fã. E para terminar as estréias, Hell Girl (que amei) e lógico adorável Crayon Shin Shan. Mesmo depois daquele precipício sem estréias todos achavam que o Animax iria alavancar, mas algumas coisas estavam nos dando alerta. Reciclo, pelo que parece a coleta seletiva do Animax não foi uma boa idéia. Mesmo as grandes estréias mascarando o bloco ele estava lá. Reciclo começou a transformar o Animax num lixo.

Animax foi para a NET, muito bom todos pensaram, mas o que aconteceu logo após? Informeciais... Não estou culpando a NET mas pelo que parece quando o Animax aumentou sua abrangência e audiência eles quiseram ganhar com comerciais. Por quê? Talvez para pagar as estréias de peso que eles tinham comprado. Pelo menos após um tempo eles nos deram Samurai X completo sem cortes diariamente. Porém logo depois disso começou uma das piores doenças do Animax, os Live-Actions. Começando por Lost. Basicamente o Animax tornou seus telespectadores em catadores de lixo, onde tínhamos de separar as coisas boas das ruins, era uma estréia boa e uma ruim, sempre.

Assim chegou 2009 e para variar veja: Death Note - The Middleman e Blood Ties

Não vou mentir para vocês, eu gostei de The Middleman, mas sei que o canal não era lugar para tal programa. Blood Ties? Mas que porcaria é aquela nunca vi tamanho desperdício de tempo e dinheiro. Também gostei de Spaceballs, que é um cartoon à la Locomotionzinho (Zinho porque pelo que parece Spaceballs é um cartoon adulto infantil, se é que me entende). O Animax fez algo como alguém que ao ver um headbanger começa a tocar pop rock para tentar agradar.

Pra não aumentar muito eis o desfecho o Animax faz algumas estréias boas como Black Cat, Fate/Stay Night e o movie de Cowboy Bebop (ah!... nostalgia), porém destroi totalmente o canal com 2 horas de Informerdiais, mais Relixo, séries e programas em espanhol que ninguém assiste. Quem é Alejandro Franco?? Alguém me diz? Pelo que parece o Animax está bombardeando a tela com vários tipos de programas para tentar agradar alguém, se algo der audiência eles mudam o foco do canal.

Bom, o canal 115 morreu e deixou esse número a muito tempo, porém ainda tinha resquícios por lá que me faziam assistir esse sinal. A Locomotion morreu e o Animax também. A única coisa que espero é seu enterro, pois ainda tenho esperanças que alguma coisa com alma de 115 volte no seu lugar. Por enquanto vou assistindo Lil' Bush que me lembra vagamente South Park e The Boondocks que lembra-me Let's Dance With Papa. Muitos podem criticar o que a Locomotion foi, mas uma coisa é certa lá se transmitiu séries, animes e animações experimentais que adorávamos até o fim. Espero estar enganado, mas acho que o Animax vai ter uma morte pior que a Locomotion, terá uma morte lenta e sofrida.

Por brunomocsa.

Peço desculpas por qualquer erro de pontuação ou português. Palavra de fã da Locomotion e adorador do Animax.

E você concorda com o Bruno? Acha que ele tem toda razão? Se você quiser fazer como ele e ter sua opinião publicada aqui no ANMTV, mande um email para: contatoanmtv@gmail.com Até o próximo Conexão ANMTV.

Poderia ser mais uma história que passa despercebida, mais uma aventura bonitinha ou mesmo um filme da Sessão da Tarde falando da grande amizade entre um menino e seu cachorro. Na verdade, é sim! Mas infelizmente o cachorro ficou doente e não pôde comparecer às gravações, e naquela correria de última hora que só acontece nos bastidores de televisão, o substituto acabou sendo um rato... que dá choque!

Esta pode ser uma das versões de como surgiu o conceito deste grandioso anime, e é divertido imaginar de onde veio o universo Pokémon, afinal de contas, se um grande truque é totalmente explicado acaba por perder o seu encanto. O que sabemos é que, em meados de 1995, o mundo foi invadido por estas incríveis criaturas cheias de poderes e dilemas, conquistando uma enorme legião de fãs que há algum tempo não se via.

Pokémon conta a história de Ash, um garoto de 10 anos que saiu da pequena cidade de Pallet acompanhado por seu rato de poderes elétricos com uma ambição: tornar-se o maior mestre Pokémon que já existiu. Para isso ele tem que seguir outra regrinha básica: colecionar o máximo de monstrinhos possíveis, e com seus poderes, ele e seu fiel escudeiro Pikachu, devem dominar o mundo.

Qualquer semelhança com Pink e Cérebro não é mera coincidência, afinal assim como seus frustrados colegas ocidentais, Ash e sua turma rodaram, rodaram e ainda não chegaram a lugar algum. Logo de início, a franquia não perdeu tempo, pregou o conceito “Gotta Catch 'Em All” (vamos pegar todos) e entupiu as prateleiras de lojas e supermercados com seus 151 bichinhos vendáveis, a maioria deles fofinhos e com cara de “leva-me pra casa”, convencendo milhões de crianças ao redor do mundo.

WARNING! Talvez de agora em diante você se depare com algumas revelações sobre o enredo (spoillers), mas se o que eu vou comentar aqui não é do seu conhecimento, é porque você não gosta de animes ou porque sua nave acabou de aterrissar em nosso planeta (saudações do povo da Terra J).

Ash iniciou sua jornada e logo aderiu alguns companheiros de viagem, como a Misty, treinadora específica de Pokémon de água, e Brock, criador de Pokémon de pedra e conquistador barato nas horas vagas. Como primeiro passo da sua ambição, Ash deve enfrentar pelo menos oito líderes de ginásio conhecidos por suas habilidades em uma determinada espécie de Pokémon, que hoje somam 17 ao todo (água, dragão, elétrico, fantasma, fogo, gelo, inseto, lutador, normal, pedra, planta, psíquico, terrestre, venenoso, voador e, os introduzidos posteriormente, metálico e noturno).

Com isso, o nosso desafiante poderá enfim concorrer na Liga Pokémon, uma espécie de Copa do Mundo no universo dos bichinhos. Ash começa muito bem, cai uma ou duas vezes, mas logo se ergue novamente para abater seus oponentes. Só que, ao chegar na “Copa dos bichinhos esquisitos” Ash não dá caldo nem pras quartas de final. E como diria um antigo trava-línguas “eu ligo pra Liga mas a Liga não me liga. E se ela não me liga, por que ligo pra Liga?”.

Nosso herói então faz cara de quem nem queria ganhar e parte pra novas ligas recém “descobertas”. Ganha umas, perde outras, empata e vai pros pênaltis, etc. E aí começa o shake Pokémon, entra Liga e sai Liga (Kanto, Laranja, Jotho, Hoenn...), entra amigo e sai amigo (Brock, Misty, Tracy, Dawn, May, Max...), só o Ash e o Pikachu continuam os mesmos (mas os cabelos... quanta diferença!).

Confesso que já fui um desses seguidores e que decorei e desenhei os nomes e traços dos 250 primeiros (é, a inflação atacou também o mundo Pokémon, fazendo surgir mais 99 animais). Colecionei seus cards e detonei os jogos para Game Boy e Nintendo 64. Mas depois de um tempo, uma coisa começou a me incomodar...

Eu tinha Pokémon no meu Game Boy, em adesivos no caderno, em miniaturas e chaveiros, em pôsteres nas paredes do meu quarto, no chinelo, na mochila, no prato, no talher, na sobremesa, creio eu que em algum momento tenha visto Pokémon até no meu papel higiênico. Eu via e capturava Pokémon em todos os lugares, mas o Ash não.

Já faz alguns anos que deixei de acompanhar o anime com assiduidade. E nos poucos episódios que encontrei soltos pelo Cartoon Network, vi que os 250 espécimes da minha época já devem estar por volta dos 2.500, mas mesmo assim, o Ash pegou no máximo 30, dos quais 15 fugiram, 3 ele deu, 6 estão sendo dissecados pelo professor Carvalho, e os outros 6 andam com ele. E não foi só a caçada do Ash que ficou estagnada. Os vilões da famosa e infame Equipe Rocket sempre chegam e saem do mesmo jeito, ridicularizados, sem apresentar nenhuma ameaça real para os que deveriam ser heróis.

Tem também o detalhe do crescimento. Ao longo dos animes os personagens evoluem, o Naruto cresceu, o garotinho de rabo chamado Goku virou avô, o Yusuke Urameshi mudou o corte de cabelo, até a Mônica quando virou mangá cresceu. Mas o Ash nããããããããão! Em quase 15 anos de anime o máximo que aconteceu foi uma troca de roupa, isso só porque os colegas desenhados já não suportavam mais o cheiro da antiga.

Não é a toa que a franquia foi morrendo aos poucos, que os meus colegas fanáticos por Pokémon foram sentindo vergonha em dizer que gostavam e matando dentro de si os caçadores e colecionadores que existiam. Minha vontade é de reescrever toda a história (como já comecei em um fanfic há muito tempo atrás) e mostrar onde foi que eles erraram. Mas isto seria muita pretensão minha, um mero telespectador.

O fato é que, talvez os criadores do desenho sejam adeptos do ditado “em time que está ganhando não se mexe”, mas Pokémon deixou de ganhar e foi pro banco há muito tempo. Quando alguém mais vai perceber? A franquia e a ideia continuam sendo das melhores, então já está mais que na hora de reavivar.

Quando pensamos em uma história com adolescentes, já sabemos que ela se passa no ambiente escolar, afinal é o mundo teen, e de certa forma essa característica leva os fãs, da mesma idade a se identificarem com esses tipos de histórias. Mas acaba ocorrendo que os roteiros desse tipo de história se tornam similares. E vemos então velhos clichês revistos, por sempre manterem o mesmo padrão de relação entre os personagens e os mesmos conflitos de enredo. Exemplifiquei resumidamente o padrão desses roteiros. Observe:

Opção A: Uma menina, que “geralmente” é de família baixa renda, é novata em uma instituição de ensino, que “geralmente” (não quero generalizar), é de alta classe. É rotulada como looser, e por ser deslocada faz amizade com um nerd, também deslocado. Ela se apaixona por um bonitão, que por acaso de alguma forma se interessa por ela também, porém ele tem algum tipo de relação com a mimadinha mais rica e popular, que por esse e outros motivos começa a perseguir a pobre menina. No final ela supera as dificuldades de se encaixar entre o meio milionário e percebe que ama mesmo o nerd.

Opção B: “X” (pode ser menina, menino, andrógeno, travesti) é um novato em uma escola (aqui, a classe da escola não importa, mas note que são sempre novatos). Porém “X” não é normal (o.O), tem algum tipo de poder ou borogodó que o torna especial, diferente dos outros alunos. Mas (“para grandes poderes existe grandes responsabilidades”) para um herói existir e nós vermos o uso de seus poderes, ele ganha inimigos, com o lado negro desse poder ou borogodó. Após passar por dificuldades com esses inimigos que o levaram a superar seus poderes (isso quando “X” não ganha ajuda de “Y” e “Z”) o Malvado-mor “W” aparece e aí acontece uma grande batalha de superação de forças e viradas espetaculares até “W” ser derrotado e todos voltarem para suas vidas normais. Obs.: Isso não se aplica somente a Harry Potter;

Opção C: O tema High School só serve de plano de fundo (algumas vezes dispensáveis) para qualquer outro tipo de enredo óbvio; Agora lhe veio à mente muitas histórias baseadas por esses esquemas de roteiros, não? E agora, com tudo isso você quer saber por que Ouran High School Host Club é original, não?

Vamos entender Ouran (aviso, quase um spoiler!)

Fujioka Haruhi é pobre e bolsista em um colégio de super milionários Ouran Gakuin. (pobre e novato clichê?); Não se apaixonou por ninguém, mas é nerd; Acidentalmente entra na sala de reuniões de um clube (é norma, também, ter nessas escolas esses tipos de irmandades), acaba por quebrar um vaso milionário que ia ser leiloado para arrecadar fundos para o clube, e por não poder pagar o valor do vaso Haruhi é escravizado. Escravizado não, escravizada!

Haruhi, por causa de suas vestimentas, é confundido com um garoto (ponto +++++); O clube é composto por garotos lindos e mais ricos da escola, com a finalidade de agradar as garotas (+), por isso se chama clube de anfitriões; Neste clube os personagens são de certa forma inéditos, e formam o conjunto da obra que deixa a história curiosa, engraçada, envolvente. Vejamos:

Tamaki é o presidente do clube, um romântico incorrigível, que se acha o bom... e é. É o preferido das convidadas, e ele as agrada, somente pra alimentar seu ego. O interessante é que ele ser totalmente egocêntrico, não significa que ele tenha uma personalidade má (++). O que o frustra, e faz parte do cômico, é que só uma pessoa não o ama como homem, Haruhi. Apesar de ele achar que sim no começo quando achava que Haruhi era um homossexual (+++), mas ele não é capaz de reconhecer seu próprio sentimento por ela;

Kyoya, co-fundador do Host Club, é muito bonito e rico é claro, sua família é uma das mais ambiciosas e influentes por isso ele chega a ter uma personalidade dúbia que age pensando em algum interesse, a mente maligna do clube (+++), como Haruhi mesmo define. A maquiavelice dele é uma grande tirada, por que mal, mal mesmo ele não é! E contribui para o cômico e inesperado na história, porque ele também se apaixona por Haruhi (++), mas é praticamente indefinível entender porque ele não expressa os sentimentos por ela: Por causa do Tamaki? Porque ela é pobre? (++)

Gêmeos Hitachiin Hikaru e Kaoru: São um dos mais jovens do clube, da classe da Haruhi, são lindos e agradam as moças que gostam de um relacionamento incestuoso e homossexual (+++). O legal deles é o humor negro (+++++): as brincadeiras e joguinhos que eles propõem são muito bons. Somente Haruhi consegue diferenciá-los, e ambos se afeiçoam por ela também.

Hani-kun e Mori-senpai: esses personagens são muito legais, mas só funcionam juntos por um ser o oposto do outro e se amarem. O Haninodzuka é baixinho e de comportamento adoravelmente infantil para agradar as garotas, o Loli-shota (++), por ser um lolito, mas só tem cara de criança, ele é um dos mais velhos, mais fortes porque bate pra c**** (+++), e muito observador por ser um dos primeiros a perceber que Haruhi era uma menina, e que tanto Kyoya quanto ambos o gêmeos estavam apaixonados pela Haruhi (++). Mori é o oposto, alto, totalmente discreto e silencioso, com ele não deixa de acontecer cenas muito engraçadas, por que ele parece não ligar pra nada que acontece em volta, a não ser se tem algo a ver com Hani, mas não deixa de gostar dos outros membros do clube, e ele é o único que trata Haruhi normal (++).

Agora que já sabe um pouco dos personagens que faz de OHSHC ter um bom enredo, veja outros fatores:

Haruhi está em uma escola super-rica, cheia de caras lindos, porém dá seu primeiro beijo em uma menina (+++++). O pai de Haruhi é um travesti (+++++); A escola rival de Ouran é Lobélia, uma escola de meninas lésbicas (++++); A música de encerramento é muito boa (+++);

Haruhi é uma menina, e não só por ser uma menina, mas ser sincera e achar as atividades do clube ridículas conquistam muitas garotas (+++), não só por obrigação;, Renge-chan também é um personagem muito legal, aparece nos momentos apropriados (?) (++++) e é uma grande representação das otomes (++++); Inclusive em uma cena do mangá em que eles tentam converter o Nekozawa para o lado branco da vida ela fala do Edward (+++);

A forma como a história de cada personagem é mostrada é muito bem desenvolvida (+++++); E como em qualquer roteiro os personagens têm que passar por situações que os levam a uma reforma íntima, essas situações são muito bem desenvolvidas, fugindo do óbvio é claro (+++++); OHSHC ainda tem uma série de características que o torna interessante e muito, mas muito mesmo, engraçado. O mangá segue uma narrativa diferente do que anime por causa de uma abordagem de linguagem ser diferente da outra. Por exemplo, no primeiro capítulo a Haruhi identifica a diferença dos gêmeos, já no anime mereceu um episódio para acontecer a estória que ela os identifica.

Mas acontece que de alguma forma OHSHC não deve ter agradado o público, pois só teve uma temporada com 26 episódios, sendo que do mangá já foram lançados mais de 70 capítulos. Pode ser porque a história de Hatori Bisco aposta na sexualidade (não erotismo) como fator de originalidade em um cenário clichê como uma escola, sexualidade é ao mesmo tempo para uns um tema banal e para outros um tabu. Personagens típicos e bem definidos em suas próprias formas caricatos fazem de Ouran High School Host Club um ótimo anime/mangá para se apreciar.

Considerado o canal mais importante da Turner, o Cartoon Network revelou todas as novidades para o próximo. Em uma notícia anterior havíamos comentado sobre algumas delas mas como não foram divulgados muitos detalhes, outras ficaram de fora. Uma delas foi Ben 10, a franquia mais rentável do Cartoon Network. Se 2009 foi o ano de Ben 10, no próximo ano não será diferente.

Entre os lançamentos do canal para 2010 está prevista a estreia da terceira série animada do herói: Ben 10: Supremacia Alienígena, Ben Tennyson agora tem 16 anos e sua identidade secreta de super-herói foi revelada ao mundo. Armado com um novo e misterioso Omnitrix (que vai permitir que ele assuma a alcunha de outra leva de alienígenas), ele se transforma em um superstar, amado pelas crianças e levantando a suspeita de alguns adultos enquanto combate as forças do mal. Novamente com produção de Glen Murakami (Jovens Titãs, O Batman), o desenho Ben 10: Supremacia Alienígena conta com os roteiros de Dwayne McDuffie (Liga da Justiça).

Por falar em Ben 10, a equipe do grupo Man of Action, responsável pelo herói que se transformou numa sensação, apresenta seu mais novo defensor da justiça, criado especialmente para o Cartoon Network: Mutante Rex. Graças à infecção de microrrobôs que podem alterar suas moléculas, o jovem Rex, de 15 anos de idade, tem a incrível habilidade de fazer crescer máquinas de seu corpo, cada uma com uma funcionalidade diferente. Ele viaja ao redor do mundo, em nome de organização secreta, para investigar um grupo de mutações biológicas infectadas pelos mesmos agentes que lhe dão seus poderes.

Mas a ação não acaba aqui: outra nova série original do canal, Titãs Biônicos é a mais nova criação de Genndy Tartakovsky (O Laboratório de Dexter, Samurai Jack). Fugindo de Galaluna, um planeta assolado pela guerra, três alienígenas chegam à Terra, misturando-se aos terráqueos e criando uma trama que mistura humor, dramas escolares e robôs gigantes.

Quem gostou de Ilha dos Desafios (Total Drama Island), não vai poder perder a segunda temporada do reality show animado, agora batizado oficialmente de Luzes, Drama, Ação. O ambiente agora é outro: ao invés de um acampamento caindo aos pedaços, os personagens estarão em um gigantesco estúdio cinematográfico, submetidos a desafios que vão brincar com os clichês dos filmes. Os 14 participantes desta nova série são velhos conhecidos do público, escolhidos a dedo dentre os 22 participantes da série original: Owen, Lindsay, Harold, Duncan, Izzy, Gwen, Beth, Leshawna, Trent, Geoff, Bridgette, Heather, Courtney e Justin.

E os fãs da saga dos Jedi podem ficar tranquilos: a continuação da mais recente série animada de Star Wars está confirmada no Cartoon Network em 2010. Star Wars: The Clone Wars - Rise of the Bounty Hunters vai mostrar segredos e relações proibidas sendo revelados, enquanto um novo tipo de vilão adentra o campo de batalha - os caçadores de recompensas. Os animes Bakugan: New Vestroia e Pokemon Galactic Battle também vão estrear ano que vem, além de algumas novas temporadas de outros desenhos. Abaixo o vídeo promocional das novidades do canal para 2010: